01/11/2016
Ano 20 - Número 1.004

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



MAQUININHAS QUE LEEM CARTÕES

 

Francisco Simões, colunista - CooJornal





Gente amiga eu inicio este texto com uma pergunta: quem comanda as tais maquininhas das lojas que leem nossos cartões de crédito? Você julga ser o seu Banco? Será mesmo?

Pois vou lhes relatar o que aconteceu comigo outro dia quando estava no Rio, em Ipanema, e fui comprar coisas tanto em Supermercado como em Farmácias, além de sacar dinheiro no meu Banco.

Eu e minha esposa saíramos da Igreja da Praça N. Senhora da Paz, fomos até a agência da praça e saquei algum sem problemas o que nem poderia ter. Depois fomos caminhando aproveitando o começo da noite fresca após um dia meio quente.

A seguir entramos no imenso Supermercado Zona Sul no qual minha esposa é cadastrada e usam as maquininhas leitoras de cartões de crédito da marca Cielo, as que me parecem mais confiáveis.

Ao sair usei meu cartão para pagar sem problema algum e nem poderia haver. Logo depois fomos a uma Drogaria há poucos metros dali, a Drogasmil. Compramos um medicamento e fomos à caixa pagar. Apresentei meu cartão e ao digitar minha senha tive o desprazer de ler “senha inválida”. Tomamos um baita susto.

Afinal acabáramos de sacar numa agência do meu Banco, e pagáramos com o mesmo cartão no Zona Sul, ali bem pertinho como agora a máquina me ameaçava se eu não errara a senha? Pedi a minha esposa para ver de perto eu digitar a senha novamente.

Outra vez a mesma informação seguida da ameaça que se eu tentasse a terceira vez e errasse a senha, um absurdo, seria bloqueada. Eu me pergunto: bloqueada por quem se no Banco estava tudo certo? Foi aí que reparei que a maquininha usada na tal Drogaria não era da mesma marca do Mercado Zona Sul, a loja maior. Ela era menor e tinha outra marca. Cuidado com esta máquinas.

No dia seguinte voltei ao Banco, agora em outra agência mais perto de meu apartamento, e com certo receio meti o cartão na máquina. Fiz o saque sem problema algum, ou seja, não havia ameaça alguma de que meu cartão seria bloqueado ainda que fazendo uso da mesma senha. Achei muito, mas muito estranho mesmo.

Decidimos ir até uma filial do Mercado Zona Sul, esta de tamanho bem menor que a Matriz perto dali. Compramos poucas coisas cujo valor ficou em torno dos 100 reais. Usei novamente o meu cartão, sempre o mesmo. Outro susto: na máquina apareceu o aviso que “meu cartão já fora recusado por senha inválida 2 vezes e que se ocorresse mais uma ele seria bloqueado”. Desisti e paguei em dinheiro.

Só aí eu reparei que aquela maquininha era idêntica a da Drogasmil e não a do Mercado Zona Sul, prédio maior, onde usam a de marca Cielo. Não estou aqui para fazer propaganda de nenhuma marca, mas sim para fazer perguntas que certamente não terão respostas.

Por exemplo: se eu acabara de vir do Banco e sacara sem problema como a senha estaria inválida? Só se eu digitasse errado o que não ocorreu. Mais: quem comanda aquelas mensagens que se lê nas maquininhas? Quem pode garantir que aquelas máquinas diferentes não estão com seus números fora de ordem? Você digita certo número e o teclado dela comanda outro. Por que não?

Só posso concluir que o meu Banco não comandou aquelas mensagens muito menos deu minha senha como inválida já que a aceitara por duas vezes nos mesmos dias. Tratei de comunicar o fato a minha agência e tive o cuidado de enviar o assunto a 5 amigos meus da antiga e pessoas muito responsáveis do mesmo Banco onde trabalhei por 30 anos e já estou aposentado outros 30 anos.

Logo depois recebi uma longa mensagem de um dos bons amigos da antiga, escritor renomado com diversos livros publicados e premiados, relatando-me o que acontecera recentemente com o cartão de sua esposa em uma loja.

Mais, um sujeito conseguira sacar certo valor em outro Banco contra recibo, pois teria clonado o cartão dela. Ali ele não precisou de senha. Nenhum indício ficara que se pudesse desconfiar daquele fato. O outro Banco por direito acabou por devolver o valor à esposa dele. Entretanto isto é algo estarrecedor.

E na TV ainda fazem propaganda para você movimentar sua conta pelos tais celulares modernos, o que é totalmente desaconselhado, um absurdo. Nunca faça isto não se deixe iludir, extasiar pelos efeitos dessas invenções modernas, a menos que queira mesmo ser roubado.

Depois conversando com outro grande amigo da antiga que tem conta numa das agências do meu Banco daqui ele me disse que ouviu de uma autoridade do mesmo não poder garantir um atendimento seguro nos finais de semana nos terminais. Inclusive parece que já haviam denunciado alguém instalando um “chupa cabra” numa das máquinas. E como ficamos nós?

Tem mais, outro dia mais um amigo da antiga contou-me que estamos sujeitos a ter nosso cartão clonado no momento em que precisamos pedir um novo já que o nosso está vencendo. Pergunto: e aí? O Banco não tem responsabilidade sobre a empresa que os elabora? Certamente que sim. Este amigo já teve o cartão clonado e alguém fez despesas altas com o mesmo em outro Estado. Felizmente depois de muito se aborrecer recebeu o dinheiro de volta. Barbaridade.

Também recebi história verídica de outro grande amigo da antiga contando-me que viu no extrato de conta despesa que não fizera e efetuada em cidade que ele não ia há uns 15 anos. Teve que reclamar junto ao nosso Banco e acabou sendo ressarcido. E o tempo que gastamos nisso? E o lado emocional? Se mais eu esperasse certamente receberia mais histórias dessas. É mesmo de arrepiar, amigos e amigas.

Voltando aos cartões de crédito e às maquininhas usadas no comércio, cuidado, muito cuidado. Se der “senha inválida” uma vez não insista, desde que você tenha certeza de ter digitado os números corretos. Há muito mistério nessas situações. Pague em dinheiro ou desista da compra, lembrando que até história de cheque clonado eu recebi de outro amigo. “Cheque clonado e copiado” é demais. Tchao.
 


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Comentários sobre o texto podem ser enviados ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br

(1º de novembro, 2016)
CooJornal nº 1.004



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
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