1º/03/2017
Ano 20 - Número 1.019

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

Venha nos
visitar no Facebook

 

Francisco Simões


NOSSA PRESSÃO ARTERIAL

 

Francisco Simões, colunista - CooJornal



Eu estava a ler artigos que Irene Serra mantém por longo tempo nas edições da revista RIO TOTAL quando me deparei com uma bem interessante sobre pressão arterial.

Interessei-me por ela e a li e reli toda. Imagine que no ano de 2007 quando eu ainda estava viúvo e morava sozinho com meu lindo cachorrinho Touché na casa que tenho no bairro do Braga, aqui em Cabo Frio, certa noite ao deitar eu não conseguia respirar.

Tentei diversas vezes, porém não conseguia mesmo. Se eu me levantava respirava normalmente. Não entendi o que se passava comigo, pois minha pressão, à época, e pior após a morte de minha segunda esposa Zezé, vinha costumando dar alguns piques de elevação naqueles dias eu nada fizera para algo acontecer de anormal. Beber já nem bebia fazia muito tempo.

O pior de tudo foi que eu me lembrei que Marlene, minha atual esposa e que cuidava de mim desde a morte de Zezé, não se encontrava em Cabo Frio. Ela fora visitar parentes em Bom Jesus do Norte e ficaria lá uns 4 a 5 dias. Assustei-me e tratei de me controlar para não piorar as coisas.

Touché não entendia porque eu passava a noite acordado, pois sentado eu também não conseguia dormir. Tratei de medir minha pressão e constatei que a mesma subira até 18 por 10. Liguei para o meu médico de homeopatia Dr. Carlos de Faria, que me assiste há quase 40 anos, e ele me orientou para eu tomar rápido um captopril.

O fato é que o remédio puxava a pressão mais para baixo, porém não resolvia o problema pior, ou o efeito da sufocação que eu sentia se me deitava na cama. Foram dois dias de tortura e sem ter a quem recorrer visto que procurar médico que eu não conhecia para mim sempre foi tarefa difícil.

Na segunda noite telefonei para Marlene e ela me informou que voltaria a Cabo Frio no dia seguinte, o que me deu certo alívio. Procurei não a assustar, mas torci para que ela chegasse logo de volta. Na manhã seguinte pedi à filha de Lena, a Grasiele que me acompanhasse à tarde à Rodoviária, eu dirigindo meu carro, para pegarmos a mãe dela que retornava a casa.

Ao nos reencontrarmos contei tudo a ela e implorei para que naquela noite fosse dormir lá em casa com a filha para testemunhar o que comigo se passava. Ela viu e ficou assustada, talvez mais do que eu, já que eu não sentia dor alguma, nenhum outro sintoma, apenas não conseguia deitar já que logo me sufocava e eu não conseguia respirar.

Marlene logo na manhã seguinte procurou uma médica que ela conhecia e lá me levou para ela me examinar. Fiz um raio-X dos pulmões e ficou comprovado que o do lado direito estava tomado por um líquido. De imediato a doutora disse que me encaminharia para um cardiologista dos melhores desta cidade, o Dr. Ricardo Azevedo.

Falou com ele ao telefone e marcou consulta para o dia seguinte. Enquanto isso ela logo mandou que eu tomasse pela manhã meio comprimido de Lasix e ao almoço um comprimido de Aldactone. Quando fui ao cardiologista, sempre acompanhado de Marlene, o líquido já saíra do pulmão e eu dormira tranquilo.

O Dr. Ricardo detectou uma hipertensão que podia já vir de algum tempo e como eu não sentia nenhum sintoma nunca me preocupei, embora o meu médico de homeopatia já me avisasse que era bom, pela idade que eu tinha que eu procurasse um cardiologista para fazer um check-up.

Resumindo, amigos e amigas, passei a tomar os vários medicamentos que ele me recomendou, tanto ao café da manhã, como no almoço e no jantar, e rapidamente minha pressão voltou ao normal e nada mais me ocorreu que me assustasse. Meu colesterol que já não era tão alto para minha idade, afinal eu já tinha 70 anos e ele estava em 185, acabou com os anos despencando para 109.

Meu médico de homeopatia considera um “abuso” colesterol tão baixo estando eu agora com 80 anos. Eu passei a maneirar com alguns remédios, como a atorvastatina que diminui o colesterol. Em vez de tomá-lo todo dia passei a tomar apenas 3 vezes por semana. E tudo seguiu em paz. Nunca mais senti absolutamente nada quanto à minha pressão.

Já há algum tempo decidi medir a pressão logo após o banho que tomo após fazer minha caminhada aqui mesmo no quintal de casa. O resultado tem sido que ela se posiciona, já de muito longe, geralmente entre 11 por 6, e raramente vai a 12 e muito mais raramente alcança 13. Alguns dias fica mesmo em 10,9 por 6 e qualquer coisa ou mesmo 10,8 etc. Pressão absolutamente normal.

O Dr. Ricardo, meu cardiologista há 10 anos, comemora sempre o resultado dos exames que faço anualmente e a pressão que me acompanha até hoje. Sou muito disciplinado no tomar os medicamentos e quanto à alimentação. Álcool já não tomo há muito tempo, nem mesmo vinho de que gosto tanto. Assim ultrapassei a barreira dos 80 anos e vou levando até quando Deus quiser.

Preciso é perder alguns quilos, pois cheguei a passar um pouco dos 100, mas agora acredito que estou reduzindo sem maiores sacrifícios, acreditem. Recomendo que vocês tenham o hábito de ler essas matérias que Irene conserva nas edições do RIO TOTAL. São muito úteis, podem crer.


__________________________________________

Comentários sobre o texto podem ser enviados ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br

(1º de março, 2017)
CooJornal nº 1.019



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.francisco-simoes.com



Direitos Reservados
É proibida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor.