01/09/2017
Ano 20 - Número 1.043

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões

“Eu estudante”

Francisco Simões, colunista - CooJornal


Gente amiga, hoje eu uso o meu espaço para divulgar um texto que não é meu, mas de uma jovem, estudante, 19 anos de vida, cuja foto estará aqui embaixo junto com este seu trabalho. Descobri que ela tem escrito diversos textos e os colocado apenas no quadro de sua Escola. Segundo ela justificou para mim, assim o faz pensando em despertar a consciência de colegas que se mantêm completamente alheios à nossa realidade. Parece, segundo entendi, que vivem num mundo fantasioso, irreal.

Ela se preocupa com aqueles e aquelas que não se informam do que ocorre à sua volta, em nossa sociedade, no cerne do que habitualmente está a política. Muitos de alguns de seus escritos que eu li a sociedade e suas injustiças estão no foco de sua atenção ao escrever e, convenhamos, ela tem total razão.

Não tenho a pretensão de dizer que descobri uma escritora, não, mas sei que se alguns dos seus textos e poesias se voltam apenas para seus colegas, daí uma linguagem mais forte, mais agressiva. A verdade é que ela pode com o tempo aprender a dizer as mesmas coisas numa linguagem forte sim, porém mais palatável a quem a ler considerando esta jovem, quem sabe, cronista e/ou poeta, mas não de palanque.

Por favor, convido-os a ler “EU ESTUDANTE”, autora Yzabeli Motta.

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“Eu estudante preta, pobre,
nos tiraram da senzala para continuarmos escravos, escravos da dor, escravos do governo, escravos do preconceito racial, escravos da intolerância religiosa.

Eu estudante índio nativo,
nos tiraram das nossas matas, tentaram nos escravizar, nos catequizaram, nos vestiram, diziam que os nossos deuses eram errados, tomaram nossas terras, e nossas riquezas, éramos acostumados com a liberdade e hoje estamos presos.

Mas nós estudantes não vamos deixar ficar por isso mesmo,
estamos acostumados com migalhas,
nosso povo foi guerreiro,
lutaram até terem a liberdade, mas espera aí,
liberdade? Liberdade de quem, para quem?

O meu povo no mínimo conseguiu seus direitos,
porque a liberdade mesmo nós não temos,
temos sim um governo corrupto
que vem nos arruinando dia após dia,
tirando as marcas das nossas lutas e conquistas,
e vem chamar isso de liberdade?
Liberdade nada,
liberdade é mostrar pro país a independência de um povo guerreiro, que abraçou a bandeira e disse "viva ao meu povo brasileiro", que canta o hino nacional com a mão no peito, e hoje grita, grita, mas de desespero "Pátria amada Brasil, salve-nos de um governo assim".
E por fim, colocamos a mão sobre o peito, pedimos a Deus proteção e seguimos em luta num país onde a ordem e o progresso andam estagnados pela hipocrisia e pela corrupção.”

-Yzabeli Mota






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Comentários sobre o texto podem ser enviados ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br

(15 de agosto, 2017)
CooJornal nº 1.041



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
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