01/11/2017
Ano 20 - Número 1.051

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões

ETA MUNDO VÉIO E FEIO

Francisco Simões, colunista - CooJornal




Gente amiga, faz tempo que eu estava mesmo para “explodir” sobre certos modernismos, mas hoje quando escrevo este texto, dia 26 de outubro, ao ver na TV, no programa da Ana Maria Braga, um cidadão bem vestido, bem falante a defender um “Contrato de Namoro”, confesso que não aguentei mais. Aqui em casa eu já soltei meus “cachorros” e agora pretendo escrever o que me vai na alma. Desculpem.

Lembro que na minha juventude eu namorei bastante, como quase todos os rapazes, claro, e namorar era algo normal, sem regras, sem maiores compromissos, todavia sem abusos desde que o rapaz ou a moça soubessem se comportar. Sim, porque nem sempre era o jovem quem iniciava algo que iria um pouco além do namoro considerado “normal”. Vocês me entendem, pois não?

Atualmente quando certas pessoas tentam impor regras, leis etc e tal em quase tudo, confesso que detesto a começar pela expressão do “politicamente correto”. Hoje em dia vemos tantas desgraças muitas delas provavelmente até movidas por desencantos com uma vida que hoje deixa muito a desejar, especialmente neste nosso Brasil.

Começamos por ter um Presidente considerado o mais impopular do mundo, mas a turma de “aliados” dele insiste em fazê-lo inocente de qualquer denúncia. E nosso povo que vá engolindo atitudes embasadas geralmente (está na grande mídia) em consciências compradas com verbas gigantescas. Para onde caminhas Brasil?!

Voltando ao assunto do tal “Contrato de Namoro”, eu ouvi bem e ao vivo que querem fazer com que o namorado ou a namorada ao terminarem o relacionamento, que não passa afinal de simples namoro, devolva todo e qualquer presente que tenha recebido do outro. Entre outras exigências absurdas. Meu Deus, que mundo é este agora?

Talvez pelas tantas e exageradas regras, leis, exigências é que hoje em dia qualquer jovem ao terminar um relacionamento, seja namoro ou casamento, se julga no “direito” de bater ou pior, matar a ex-namorada ou esposa. Tantos exemplos têm sido divulgados na mídia em geral, ou vocês não têm visto o mesmo que eu vejo e ouço? Passamos por uma época que nada tem a ver com o país que meus pais e avós me garantiram que eu veria no futuro. Uma lástima, eu quisera não ter vindo até aqui.

Hoje em dia, na área internacional, até Presidentes como o dos EUA ficam a “brincar” de guerra, a lançar desaforos e ameaças contra outro Presidente, no caso o da Coreia do Norte que por sua vez parece estar doido para “exibir mais poder” iniciando alguma guerra sem se preocupar com o mundo que pagaria um preço muito alto caso os dois venham a se defrontar jogando artefatos poderosos um no outro.

Vocês que me leem fazem ideia do que restaria a este nosso ainda lindo planeta, muito machucado ou meio destruído pelos homens que nele habitam, ocorrendo uma Terceira Guerra Mundial com as armas que hoje esses países possuem? Entretanto para nos destruir o bom humor, o viver mais feliz nem precisamos chegar a tanto. Afinal o nosso bravo e saudoso Albert Einstein parece que já previa o que está por aí quando anunciava uma provável futura “geração de idiotas”.

Ele se referia ao natural desenvolvimento a grande da tecnologia em geral. Enfim já chegamos aos tais celulares a cada dia com mais recursos e sendo algo que pode acrescentar criatividade e desenvolvimento aos seres humanos, porém muitos usuários infelizmente sequer percebem os riscos que correm com o mau uso dos mesmos.

Repare bem no comportamento de pessoas que vivem perto de você assim como eu vejo aqui mesmo em nossa casa. Se formos mais adiante encontramos pessoas a andar pelas ruas, a atravessá-las, com os olhos e as mãos postas no tal aparelhinho muitas vezes sem sequer se dar conta dos riscos que correm agindo assim.

Já presenciei famílias que se reúnem à mesa numa refeição enquanto algumas pessoas mantêm o tal celular a seu lado e estão sempre a consultá-los. Como disse outro dia numa palestra o Padre Fábio de Melo eles esquecem que esses aparelhos por serem usados em todos os lugares, até mesmo nos banheiros, tendem a carregar consigo bactérias e mais bactérias. Prefiro não mais falar, pois acabo sendo mal interpretado.

Enfim o mau uso desses aparelhos além dos que abusam também dos fones nos seus ouvidos até na rua, distraídos ao andar e cruzar as mesmas, além do mal que podem causar aos seus usuários ainda dão chance aos larápios de plantão. Talvez achem que o pior só acontece com os outros, daí!! Fico na minha.

Hoje tendo vivido mais de 80 anos sinto que éramos felizes e não tínhamos muita noção do quanto isto era importante para nós durante a infância e a juventude que vivi em minha terra natal, Belém do Pará. Estudei 7 anos em Colégio particular de Irmãos Maristas. A disciplina era rígida sem exageros. Eu consegui estar sempre entre os primeiros de minha turma o que nunca impediu que vez ou outra eu fosse castigado pelo professor até por algo que não fizera sendo acusado erroneamente.

Perdi o tempo de recreio algumas vezes ficando de castigo na sala em pé de frente para a parede. Bulim? Não, eu nem sabia o que era isto. Se colegas mexiam comigo por eu ser muito magro sempre levei na esportiva. Hoje em dia parece que tudo que se refira a castigo, alguma crítica, ou referências pessoais a alguém vira o tal de “bulim”.

Li em algum lugar que: “Bulim é uma forma de violência praticada por um grupo a fim de fazer piada a partir de traços físicos ou comportamentais de alguém, o que gera sofrimento e isolamento do indivíduo criticado. Essa prática é típica de jovens e do ambiente escolar, no entanto, por analogia, pode ser entendida em outros contextos.”

E isto hoje é levado ao exagero, me desculpem os que não concordarem. É a opinião de quem já viveu e muito, passou por situações como as referidas acima, mas jamais tomei isto como vingança ou qualquer atitude agressiva contra quem quer que seja. Hoje meninos agridem professores ou até usam armas nas aulas ameaçando-os e a alguns colegas por se considerarem vítimas de bulim. Que mundo é este, Deus meu?

Poderia me alongar, mas já cheguei ao limite do texto, todavia não deixo de dizer que isto e outras coisas mais estão enquadradas hoje em dia, digamos assim, no tal “politicamente correto ou incorreto”. Deixo de me ater no caso da corrupção endêmica que assola neste país de cima para baixo entre outras muitas mazelas. Volto outro dia. Êta mundo véio e feio...




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Comentários sobre o texto podem ser enviados ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br

(1º de novembro, 2017)
CooJornal nº 1.051



Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
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