01/04/2018
Ano 21 - Número 1.071

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



RESISTINDO ÀS TEMPESTADES

Francisco Simões, colunista - CooJornal



Em dado momento eu vi e gostei do que a amiga Irene Serra colocara na revista RIO TOTAL há algum tempo atrás. Havia a imagem de um passarinho, tremendo de frio, com gelo em volta e de cabeça baixa sofrendo com uma forte tempestade.

Aquela imagem me trouxe à mente situações que nós costumamos viver e dificuldades que durante nossa vida costumamos enfrentar. Nem sempre vencemos, pois algumas vezes fracassamos por não entender ou não tentar entender o que aquilo pode significar para nós.

Aquela mensagem que diz “Às vezes tudo que você precisa fazer é abaixar a sua cabeça, fazer uma oração e resistir à tempestade” com certeza toca em nossos mais profundos sentimentos, nós que somos crentes integrantes da religião que for, mas com certeza não passará despercebida aos bons ateus que como nós, vivem a mesma vida e têm os mesmos problemas.

No instante em que estou a escrever este texto, por mera coincidência, ocorre-me mergulhar em situação semelhante àquela que sugere o referido texto acima mencionado. Luto para não me deixar arrastar para o que consideram ser uma depressão, isso não.

Já vi e ouvi pessoas famosas revelarem sem nenhuma vergonha a situação que estavam a viver. Alguns realmente haviam mergulhado num estado depressivo dos brabos, difícil de ser vencido sem ajuda especializada. Os que me leem também devem ter tomado conhecimento disto.

O que eventualmente se passa comigo em certos momentos me assusta, com certeza, todavia de uma forma ou de outra eu acabo por me sentir melhor, embora mais adiante tudo retorne novamente, chegando a me prostrar em meus sentimentos. Confesso que não me reconheço, pois jamais passara por momentos assim em minha longa vida.

Felizmente outro dia eu vi na TV alguém dizer que vivia certo estado de ansiedade (e disso eu entendo) que o preocupava já que ocorria a qualquer momento até influenciando na qualidade de seu sono. Ele confessou acordar, não dormir direito e até se ver de repente sentado à cama de madrugada acordado. Outro, por sinal padre, chegou a se esconder embaixo da cama para não falar com ninguém. Foi o que ele disse de viva voz.

Eu não cheguei a tanto felizmente, mas depois de ver o referido cidadão daquela reportagem retornar a alguns exercícios de Yoga, eu que já a praticara e muito nos anos 70, principalmente, resolvi por voltar a fazer meditações aliadas a longas respirações que faço de quando em vez.

O que conhecemos por Hatha Yoga, ou posturas várias, eu também pratiquei décadas atrás, mas hoje me é impossível tentar fazê-las, eu confesso. Afinal tenho 81 anos nas costas, como se diz.

Atualmente me dedico mais não só às respirações alternadas, profundas, que nos dão muita tranquilidade interior, assim como procuro exercitar concentrações a ponto de algumas vezes conseguir me levar a situações de meditação. Estas são por demais importantes e atuam no nosso interior de forma a nos passar uma imensa sensação de paz e tranquilidade.

As “tempestades” no mundo de hoje, amigos e amigas, ainda mais neste imenso país chamado Brasil, são praticamente inevitáveis. Em uma hora ou outra nos vemos envolvidos em determinadas situações das quais é muito difícil fugirmos. As notícias que acompanhamos na mídia em geral também acabam por nos arrastar para as tais “tempestades”.

Será que alguém de vocês já experimentou passar por elas no recinto considerado sacrossanto do vosso lar? Não, não é impossível não, afinal o amor, a paz, o respeito, etc hoje costumam passar longe na convivência diária em muitos lares. Costuma ser difícil alguém admitir isto, todavia há pessoas que têm lavado sua alma confessando estes sentimentos que as levam a “tempestades” de várias origens.

Alguns julgam que apenas rezando, ou orando, podem se livrar destas situações ou de provoca-las, entretanto eu entendo, assim como muita gente e que não são ateus não, que a solução passa também por outros parâmetros. Os que se seguram na fé concentram-se tanto em suas orações que em verdade estão naqueles momentos quase que a fazer uma forte meditação sem perceberem isto. Quero dizer que a fé ajuda, não prejudica, com certeza.

Entretanto, mesmo tendo fé, podemos encontrar outras soluções para os problemas por mim já referidos. A Yoga, por exemplo, ajuda e muito, todavia há que exercitá-la com seriedade e muita disposição. Seus vários exercícios nos proporcionam uma paz interior fantástica, mas é necessário que nos dediquemos conscientemente em sua prática. Eu afirmo isto com conhecimento de causa.

É o que estou voltando a fazer para me livrar de momentos de ansiedade, de certa angústia, algumas vezes sem nenhum motivo aparente. É difícil, eu sei, especialmente se a pessoa nunca praticou Yoga (com o “O” aberto, não fechado como alguns pronunciam hoje em dia) mas com a ajuda de livros, discos, ou pessoas bem preparadas pode-se obter os resultados esperados. Acreditem, amigos e amigas.







Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.francisco-simoes.com



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