16/06/2018
Ano 21 - Número 1.081

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



MARIA FLOR

Francisco Simões, colunista - CooJornal



Todos que me leem sabem do amor que dedicamos aos nossos cachorrinhos. Já tivemos a Lady Tuane uma linda cadela que Marlene pegou para criar desde que ela tinha apenas dois meses e que viveu conosco mais de 17 anos. Foi uma perda muito sentida podem crer.

Acabamos ganhando o lindo Touche, um cãozinho yorkshire que me foi dado de presente no começo de 2004. Este cresceu em nossa companhia, pois veio a mim com apenas um mês de vida. Mesmo sendo um cão dos pequenos Touche viveu mais de 14 anos. Faleceu recentemente e eu fiz a devida homenagem a ele como já fizera a Tuane.

Touche acabou depois nos dando uma linda cachorrinha, sua filha, a Safira, após um “namoro” lindo com outra cadela da mesma raça, a bonita Sabrina. Esta pertencia a uma senhora que a ofereceu para este colóquio com nosso bravo Touche que nunca negou fogo.

Infelizmente a grande alegria que Touche e Safira nos proporcionaram junto com Tuane, uma família muito linda, começou a ser interrompida quando a querida Safira adoeceu. Parece que o tratamento recomendado para nossa Safirinha não esteve muito de acordo com suas necessidades, o fato é que ela foi piorando e numa certa noite de Natal nós a perdemos.

A dupla formada por Touche e Tuane, eles que foram muito bons amigos e me proporcionaram registrar momentos incríveis dos dois em fotografias tanto brincando como aparentemente “fofocando” um no ouvido do outro, infelizmente um dia teria que partir deste mundo já que assim ocorre tanto com os seres humanos como com os animais.

Chegamos a conviver por um bom tempo com nosso querido Touche já meio cego, com uma tosse que o afligia muito e a nós também. Nada havia a fazer por Touche segundo os médicos em que sempre confiamos. Tivemos mesmo que aguardar o pior e que acabou por colocar um ponto final em sua vida já bastante sofrida.

Tivemos que viver alguns meses sem nenhum cachorro aqui em casa. Sentimos muito a falta deles e delas. Foi quando Marlene se decidiu por adotar uma bonita cadela, a Pretinha, que estava apenas com 4 meses de vida embora fosse bem grandinha.

Somente após alguns poucos dias descobrimos que a linda e alegre Pretinha já nos fora doada trazendo uma doença grave que logo a vitimou. Nada nos fora informado pela antiga dona da mesma.

Ficamos novamente sem a convivência canina aqui em casa num tempo tão pequeno. Já nos afeiçoávamos a Pretinha quando pela manhã ela demonstrou estar muito mal. Marlene a levou ao médico que descobriu estar a nossa Pretinha com lepstopirose, uma doença mortal. No mesmo dia a bonita cadela partiu desta vida também.

Marlene não perdeu a esperança de virmos a ter uma nova convivência canina. Deixou nosso endereço e telefone na clínica onde tratamos nossos cães e assim certo jovem aqui veio nos oferecer uma bonita cadela de dois anos de vida já que ele mudara de residência e onde fora morar não permitiam que tivesse animal.

Maria Flor é o nome dela. A cena de despedida do jovem vendo sua amiga canina ficar conosco e ele partir sem ela foi emocionante. O jovem caiu em pranto e nós sentimos o mesmo que ele ao nos lembrarmos dos amigos de quatro patas que já perdemos.

Maria Flor igualmente mostrou-se triste e queria ir com seu antigo dono, pois a ele estava ainda apegada há pouco mais de dois anos. Jamais esqueceremos o quanto nossa nova amiga canina, a Maria Flor, veio a sofrer nos três primeiros dias embora déssemos muito carinho a ela.

Um amigo me dissera que com o passar do tempo e com todo amor que lhe dedicaríamos Maria logo se sentiria em casa e mudaria de atitude. Falou e disse, afinal já do quarto dia em diante, sendo muito bem tratada por todos nós aqui de casa Maria Flor mudou de atitude.

Começou a retribuir nosso carinho e dedicação com afeto e muita atenção a nós. Atenção até demais o que tem levado Marlene a ralhar com ela já que Maria, por ser bem grandinha, não se conforma em ficar na garagem e no quintal como Lena gostaria e acaba por entrar em casa frequentando quase todos os ambientes.

Ela brinca com todo mundo, mesmo os que nos visitam. Maria é uma graça e trouxe de volta a este lar a alegria canina que se ausentara por algum tempo. Quem nunca desfrutou da convivência com estes animaizinhos não faz ideia do quanto eles podem nos fazer felizes. Há que dar a eles muito carinho, muito amor, não esquecendo suas refeições e suas vacinas, além das consultas médicas se necessárias.

Maria Flor é a nova rainha, digamos assim, deste lar de humanos que não sabem mais conviver sem a presença dos de quatro patas. Ela sabe brincar, às vezes até exagera no provar sua amizade a cada um de nós, e se necessário ela late forte, basta ouvir ruídos estranhos ao ambiente. Além de pertencer agora a nossa família é uma tremenda guarda tanto de dia como à noite fazendo nossa segurança.

Bem-vinda, Maria Flor, nós te amamos.




Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.francisco-simoes.com



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