01/11/2018
Ano 22 - Número 1.099

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



MINHA MODESTA TRAJETÓRIA

Francisco Simões, colunista - CooJornal


Amigos e amigas, eu confesso que escrevi muito durante minha juventude quando trabalhei em duas Rádios do meu Estado, Pará, a Rádio Marajoara e a Rádio Club. Afinal, em 1953 eu conseguira através de um concurso público ser locutor da estreante em Belém, a Rádio Marajoara.

Certo dia quando eu trabalhava ainda na Marajoara, e às 18 horas tinha que ler textos de um pequeno livro colocado sobre a mesa, como todos os colegas o faziam, eu decidi mudar aquela rotina. Em casa eu escrevi na velha máquina do meu saudoso pai português um texto e o levei escondido.

A Secretária do então Diretor Artístico começou ali a perceber que algo mudara. Deixou passar um tempo e certa vez me chamou para um papo. Falamos e ela logo me disse que quando eu estava naquele horário alguma coisa mudara já que os textos do livro, que ela quase os sabia de cor pela repetição contínua, não eram lidos por mim.

Confesso que ainda muito jovem eu tremi na base. Claro que eu menti afirmando que ela estava enganada, mas a jovem secretária não foi na minha conversa. Quando ela começou a elogiar os textos que eu lia às 18 horas ao microfone da Marajoara criei um pouco de coragem e acabei confessando. Disse a ela que era eu mesmo que os escrevia em casa e os trazia escondidos. Só o amigo da técnica, meu cúmplice, sabia do que se passava quando eu estava trabalhando naquele horário.

Meu pai era meu maior incentivador, pois foi dele que herdei este dom, embora reconheça até hoje minhas limitações. O fato é que a referida secretária, que também era maravilhosa rádio atriz, acabou por comentar o fato com o nosso Diretor Artístico. Este não se zangou, muito ao contrário, me convidou a ler todos os dias meus textos e ainda criou um cachê que eu recebia sempre que os lia.

Infelizmente aquelas pessoas e muitas outras com as quais eu trabalhei no rádio em minha terra, entre 1953 e 1958, ano em que eu já assumira no Banco do Brasil também por concurso público, hoje já não estão mais entre nós. Uma pena, mas é a vida. Admito que hoje eu decidi contar esta história por falta de assunto melhor. Desculpem este despretensioso “escriba”, por favor.

É verdade mesmo. Assim podem entender quando eu descobri que podia escrever e que de alguma forma muitos gostavam de me ouvir e de me ler. Depois com o passar do tempo e já no Banco do Brasil eu exerci diversas funções, inclusive a de professor. Aqui eu comecei a me realizar novamente. Dava aulas, coordenava cursos e depois passei a programar os mesmos.

Estava então no DESED, Departamento de Treinamento de Pessoal, e o ano em que lá comecei era 1967. Alguns hão de perguntar e como eu surgi escrevendo no CooJornal desta revista RIO TOTAL? Eu já estava aposentado do BB desde fevereiro de 1986 quando passei a exercer outras atividades, assim como expor minhas Fotografias Artesanais, o que fiz em muitos salões e galerias, assim como também passei a produzir e divulgar filmes em curta metragem, ou super-8, era o auge desta bitola.

Meus filmes eu inscrevi em diversas Mostras e Festivais e vários deles obtiveram maravilhosos prêmios assim como tive alguns pequenos problemas com a censura da época. Logo depois eu cumpri outro programa que eu tinha para após minha aposentadoria, ou seja, fui morar em Lisboa, Portugal, por quatro longos períodos. Fui rever minhas raízes, já que sou filho, neto e bisneto de portugueses. Conheci também outros países e muitas cidades europeias.

Após esta fase foi que em certo dia do ano de 2000 um grande amigo, um sobrinho recém-falecido neste ano de 2018, o Márcio Cruz, me “apresentou” um computador e me ensinou a navegar nele. Deu-me também o “caminho das pedras” dizendo como eu poderia consultar alguns sites literários e ver se poderiam aceitar meus textos e/ou poesias.

Foi assim que não só iniciei a divulgação de meus escritos neste CooJornal da revista RIO TOTAL, de Irene Serra, como também fui aceito e divulgado em diversos outros sites ditos literários. De alguns, que me permito não citar, acabei saindo por terem censurado o que eu escrevera na época. Nunca admiti censura, nem antes e muito menos agora.

De outro, por sinal um excelente espaço literário, resolvi me retirar quando me apresentaram uma proposta, ou melhor, me impuseram a dita cuja e isto também eu não admito. Considerei o que me foi imposto algo, digamos, “indecente”. Com todo o respeito que eu tinha pelos administradores daquele espaço eu preferi não ir contra os meus princípios e saí. Eles retiraram todos os meus textos do tal site como se eu nunca tivesse divulgado nada lá, e eu permanecera naquele espaço por quatro anos. Tudo bem.

Estou desde janeiro/2001 neste CooJornal desta maravilhosa revista RIO TOTAL que eu amo, tendo como amiga a nossa querida Irene Serra que tem vencido muitas dificuldades e permanece de pé. Irene é uma heroína e eu lhe agradeço a oportunidade que me deu desde aquela data onde já divulguei a maioria dos meus 1.074 textos em prosa fora algumas poesias.






Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.francisco-simoes.com



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