01/12/2018
Ano 22 - Número 1.103

 

ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



POLITICAMENTE CORRETO

Francisco Simões, colunista - CooJornal



Por tudo que eu já li, já ouvi, e percebi em certos comportamentos, eu quero dizer que da minha parte o tal de “politicamente correto” não cola, não uso, não recomendo e se puder o mando para os quintos, pois.

Peço desde já desculpas aos adeptos daquele tipo de comportamento ou sei lá o quê, mas eu jamais fugiria aos meus hábitos adquiridos nestes quase 83 anos vividos. Ninguém vai dizer a mim como devo me comportar a esta altura da minha vida, com certeza, não mesmo.

O que estou eu a afirmar é uma forma de pensar parecida com a que adotou em vida, especialmente quando já tinha bem mais idade, o nosso saudoso, grande e competente escritor Rubem Alves.

Ele disse tudo quando escreveu o “Criei Coragem” e eu já divulguei aquele texto, já falei daquela crônica e agora apenas procuro me colocar num patamar idêntico reconhecendo minhas limitações.

Eu já li em algum lugar o que agora coloco aqui: “Os discursos politicamente incorretos são bastante comuns no humor, que exploram assuntos considerados tabu pela sociedade, desconsiderando princípios clássicos da moral da ética e dos bons costumes.”

Como antigo produtor de programa humorístico no rádio paraense, quando eu era ainda jovem, anos de 1953 pra frente um pouco, afirmo que usei a tal linguagem considerada por alguns como “politicamente incorreta”. Naquela época eu escutava e adorava programas do tipo “Balança, mas não cai” e outros afins.

Sim, se não o fizesse, me limitaria a não usar críticas e personagens que a sociedade meio hipócrita desprezava ou virava as costas. Eles ainda hoje existem claro, embora o comportamento possa ter variado um tanto.

Quantos e bons programas humorísticos eu segui tanto no rádio como depois na TV. Relembro aqui a inesquecível “Escolinha do Professor Raimundo”, criada e mantida por tantos anos pelo saudoso Chico Anísio. Relembro aqui, para quem não sabe, que o ator que interpretava o “sêo Peru” na Escolinha ainda está vivo e neste mês de novembro, ao que me consta, ele completa 99 anos de vida. É pai e avô.

Hoje eu escrevo meus textos despretensiosos e os divulgo neste CooJornal da linda revista RIO TOTAL, dirigida e produzida por Irene Serra, e igualmente pouco mudei do meu estilo antigo quando passei também a escrever textos na Rádio Marajoara e depois na Rádio Club do Pará, em minha cidade Belém. Claro, moro no Estado do Rio de Janeiro desde 1960, mas sou paraense de nascimento, descendente de portugueses.

Não pretendo ser, e nunca foi esta a minha preocupação, parecer um cidadão exemplo, de forma alguma. A expressão aqui usada por mim é porque assim agem, segundo dizem, os tais adeptos do politicamente correto. Pesquisem e verão que estou com a razão.

Já há algum tempo eu vejo e ouço reclamações, especialmente de pessoas que lidam com o humor, humor, mas da melhor qualidade, como tantos do passado já o fizeram, e que agora costumam ser cerceados por limitações impostas pelo tal “politicamente correto”. Daí que outros acabam se bandeando para um humor triste, desagradável que eu jamais aplaudiria. A TV é um exemplo disto.

Claro que o alcance do tal “politicamente correto” é muito mais amplo, todavia não me atenho a outros aspectos do mesmo visto não me dizer nada de tão importante. Não pretendo ser “escravo” de nada muito menos quando eu escrevo, ainda que, convivendo com minhas limitações.

Assim sendo, continuo a dar o meu “grito de independência”, não aceitando amarras, muito menos censura como já fizeram comigo no passado e eu me rebelei. Saí de pelo menos dois sites literários em anos passados justamente por quererem interferir tanto no assunto por mim abordado ao escrever certos textos como pelo estilo por mim empregado.

Jamais aceitei tais interferências e por isto talvez eu continue já desde janeiro/2001 a escrever somente para este CooJornal desta linda revista RIO TOTAL dirigida e editada por minha amiga Irene Serra a quem aplaudo sempre.

Há uns anos passados eu saí de um belo e grande site literário que é dirigido por pessoa que se impôs na literatura por seu magnífico trabalho. Ocorreu que de repente me foi apresentado certo “esquema” que eu teria que aceitar para continuar a divulgar meus trabalhos no mesmo.

Achei que aquilo não me dizia nada e assim eles retiraram todos os meus escritos, tanto em prosa quanto em poesia, que eu já divulgara naquele belo site que ainda existe, isto por cerca de uns quatro anos e tanto. Na época eu ergui minha cabeça, minha liberdade, minha personalidade e disse um sonoro não, que creio os donos do site não esperavam.

Encerrando, eu afirmo que não me vendo por nada e interferências no estilo, nos assuntos, eu jamais aceitei e aceitarei. Assim não sou eu que irei caminhar ou escrever ou mesmo me comportar pelo tal de “politicamente correto”. Jamais, amigos e amigas. Talvez por isto a revista RIO TOTAL tem sido meu abrigo e eu agradeço sempre à amiga Irene por me “aturar”. Até a próxima edição.





Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
http://www.riototal.com.br/expressao-poetica/francisco_simoes.htm
www.francisco-simoes.com



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