16/10/2019
Ano 22 - Número 1.145


ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



ESTE BENJAMIN É DEMAIS



Francisco Simões, colunista - CooJornal


Gente amiga, ainda ontem, como costuma ocorrer algumas vezes por semana, o Julinho, filho de minha esposa e pai de nosso neto, o lindo Benjamin, logo cedo o trouxe para ficar aqui conosco já que naquele dia tanto ele como a esposa estariam fora, trabalhando.

Eram apenas 6h30 da manhã, portanto bem cedo para nós. Benjamin demonstrava estar com sono e assim Marlene acabou por levá-lo a nossa cama onde eu ainda estava deitado para ele dormir um pouco junto a mim. Benjamin demonstrava mesmo estar com muito sono.

Lembro-me que o pequeno de apenas pouco mais de 2 anos e meio deitou sua cabecinha no travesseiro da avó e logo adormeceu. Antes, como ele sempre faz, de quando em vez abriu os olhinhos e mirou-me sem nada dizer. Fiquei quieto e deixei que ele fechasse novamente os olhos e acabasse por dormir de verdade.

Era por volta de sete horas da manhã, mas como nosso Benjamin tivera que acordar muito cedo na casa deles, é claro que ainda tinha sono a cumprir. Permaneci ao lado dele, deitado e como eu dormira mal naquela noite acabei também por apagar.

Quase duas horas depois eu acordei e fiquei mirando aquele rostinho angelical do nosso tão querido netinho. Não sei se ele “sonhava com os anjos”, mas sei que dormia atualizando suas horas de sono, claro. Estávamos com um pouco de luz acesa, porém a mesma não nos perturbava o sono.

Passados mais alguns minutos Benjamin abriu os olhos, me fitou e perguntou: “Vovô, cadê vovó?” Quando acorda e está em nossa casa ele sempre pergunta por minha esposa. Tem um carinho muito grande por ela. Procurei orientá-lo e ao se dirigir à porta do banheiro expliquei que Lena estava na cozinha preparando nosso almoço.

Ele então mudou para a porta do quarto, abriu-a e saiu. Nesses momentos Benjamin parece mesmo “gente grande”. Logo depois eu me levantei, arrumei a cama e fui tomar meu café. Eram quase nove e meia da manhã.

Ao chegar à copa reparei que Benjamin já estava tomando seu desjejum e justo no lugar que eu costumo sentar à mesa. Lena disse-lhe para me ceder o lugar e educadamente Benjamin saiu e sentou-se na cadeira ao lado. Muito lindo nosso menino. Ainda falou: “Vem vovô, vem vovô...” Este Benjamin é demais mesmo.

Claro que como ocorre toda semana ele ficaria conosco até a hora do almoço, quando Lena daria banho nele (faz questão de tomar banho com a avó) e a seguir ele almoçaria. Foi quando o pai dele chegou. Benjamin ao ver a figura do pai sorriu e fez uma festa danada. É sempre assim.

A certa altura ele corria na direção do pai quando então tropeçou nas próprias perninhas e caiu de frente. Chorou, claro, e chorou bastante. Ficamos penalizados e fizemos de tudo para agradá-lo até que ele parasse de chorar. As lágrimas do pequeno Benjamin renderam-lhe um motivo interessante para alegar que não desejava ir à creche naquele dia.

Quando foi perguntado a ele o que desejava então fazer, Benjamin logo disse: “Quero ficar aqui, na casa de vovó.” Menino mais do que esperto, acabou ganhando o que desejava e ficou mesmo em nossa companhia até à noite quando ao sair do curso, após o trabalho, o pai o veio buscar.

À tarde Marlene levou-o para dormir mais um pouco, agora em plena sesta. O baixinho adora e acabou dormindo, mas antes ouviu a avó dizer a ele que estava “sentindo um maus”. Ela costuma usar esta expressão para atrai-lo a dormir e ele vai mesmo. Algumas vezes ele confirma também estar sentindo “um maus”. Mentira pura, mas que funciona sempre.

Interessante que mais tarde quando ele acordou e Lena foi ao seu encontro Benjamin lembrou-se do fato e logo ele perguntou a sua avó: “Vó, está melhor?” Claro que ele se referia ao tal “maus” que Lena dissera estar sentindo. Meu Deus, este Benjamin nos surpreende cada vez ainda mais.

Curioso também que ao sair para voltar a casa dele o pai falou para se despedir de nós. Pois acreditem que o Benjamin, com apenas pouco mais de dois anos e meio, virou-se para nós e foi repetindo: “Tchao belo.... tchao belo...tchao belo...” Onde o safadinho teria ouvido isto e como guardou e usou corretamente a tal expressão naquele momento. Este Benjamin é demais.

Lembrei-me na altura dos meus 83 anos que quando eu era criança nós não tínhamos tanta esperteza assim, não mesmo. Afinal eram outros tempos. Agora décadas depois parece que as crianças já nascem bem mais expertas do que nós naqueles tempos.

Outra coisa que quero salientar é que Benjamin tem muitos, mas muitos brinquedos mesmo e claro que ele não dá conta de brincar com todos, mas adora tê-los. Já está sendo programada a festinha de aniversário dele para o começo do próximo ano quando Benjamin completará 3 anos. Mais uma vez ela será realizada na área apropriada do condomínio de casas onde eles moram.

Ao nosso lindo e inteligente Benjamin resta-nos desejar sempre muita saúde, muita paz, amor e muita felicidade junto com seus pais e avós. Belo Benjamin.


Comentários sobre o texto podem ser enviados diretamente ao autor, no email fm.simoes82@gmail.com







Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
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