03/11/2020
Ano 23 - Número 1.195




ARQUIVO SIMÕES

Francisco Simões
em Expressão Poética

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Francisco Simões



A HOMENAGEM QUE EU TE DEVIA



Francisco Simões, colunista - CooJornal


Gente amiga, decidi nesta edição do CooJornal repetir este texto que traz uma poesia que escrevi há uns anos cujos versos se referem à mesma pessoa do texto a quem teço meus agradecimentos. Claro que isto ocorreu como verão abaixo no ano de 2005, mas por qualquer motivo que não sei explicar apertou-me forte uma vontade de repetir aquelas palavras tanto do texto como dos meus versos. Peço desculpas pela repetição mas creiam a mim parece que ela se fez necessária agora, justo agora. Nem todos a devem ter lido à época, assim como ao lerem agora talvez entendam melhor o sentido de minhas palavras. Afinal estando agora nos 84 anos de vida e vendo meu horizonte se aproximar a cada dia, achei que deveria fazê-lo. Por favor, leiam, entendam, e se quiserem comentar não se furtem a fazê-lo, por gentileza. Abraços do Francisco Simões.
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A HOMENAGEM QUE EU TE DEVIA

O poema que lerão abaixo foi por mim escrito creio que no ano de 2009. Fazia pouco mais de um ano que eu decidira romper os dias e noites de saudade e sofrimento e resolvera me dar uma nova chance de vida.

Minha solidão de alguns anos na verdade teve sempre por perto um anjo a me cobrir de cuidados, amenizando a dor da solidão. Junto vieram alguns amigos daqui de Cabo Frio que me faziam acompanhar sempre que podiam.

Em casa estava apenas eu e meu lindo cachorrinho, o Touche, hoje com 12 anos. Este foi sempre meu companheiro fiel dia e noite, com certeza.

O anjo que me acompanhou e fez de tudo para eu me sentir mais aliviado da dor que carregava comigo, dor que a vida me impôs, aos poucos foi se tornando imprescindível no dia a dia de um viver que eu nunca experimentara antes.

Agradecido procurei minimizar também suas necessidades. Algumas vezes não estive só completamente graças a sua dedicação, a sua ajuda material e emocional que me envolvia com o passar do tempo.

Passei a considera-la o meu Anjo da Guarda neste plano material o que eu fazia com toda justiça. Tenho certeza de que não fosse sua dedicação, os cuidados dela, a companhia dela sempre que lhe era possível seria difícil eu sobreviver. A solidão igual a minha com o tempo acaba por nos massacrar e retirar até mesmo qualquer esperança de sobrevida.

Por isso eu escrevi versos como esses: “Se reaprendi a sorrir em vez de chorar / Se desisti de partir para ficar / E reencontrar a felicidade / Foi por dádiva tua /Por graça tua / Por tanta generosidade / Por tanto devotamento...”

Lendo a poesia por inteiro vocês entenderão a razão maior que me levou hoje a fazer esta homenagem que eu devia a ela. Leiam, por favor meu poema ANJO DA GUARDA.

Francisco Simões. (Outubro / 2015)

ANJO DA GUARDA

Foste meu anjo da guarda,
Meu anjo custódio,
Com destaque no pódio
Deste velho coração
Que encontraste sofrido, amargurado,
E livraste das amarras da solidão,
Ao lhe estenderes tua mão,
Tua solidariedade,
Tua atenção,
O teu carinho,
Plantando no meu espinhoso caminho
As sementes de um futuro
Que quase fora sepultado
Pela vida, destruída, amargurada,
Pelo amor, amante, apaixonado, forte,
Que cresceu sempre na dificuldade,
Mas que não pode vencer a morte.

Hoje és meu anjo da guarda,
Meu anjo custódio,
E se a vida continua,
Se reaprendi a sorrir, em vez de chorar,
Se desisti de partir, para ficar
E reencontrar a felicidade,
Que convive com a saudade,
Foi por dádiva, por graça tua,
Por tanta generosidade,
Por tanto devotamento,
E por isso estás presente
Em cada momento
Da minha paz, sem partida,
Do meu amor, sem procura,
Com amizade, com ternura,
Passeando nos meus sonhos,
Vivendo na minha vida.





Comentários sobre o texto podem ser enviados diretamente ao autor, no email fm.simoes@terra.com.br






Francisco Simões
escritor, poeta, fotógrafo (expositor), ex-radialista
Rio de Janeiro
Conheça um pouco mais de Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021.htm
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