Lamentavelmente acaba de ser aprovado por unanimidade o ensino religioso nas escolas estaduais, que, em 2002 o terão como disciplina obrigatória.
A lei foi aprovada por todos os deputados estaduais no final do ano
passado. Segundo dizem, o conteúdo das aulas será elaborado nos próximos meses com a participação de várias instituições religiosas.
O governador do Estado de São Paulo se reuniu com o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Cláudio Humes; o presidente regional da CNBB, Dom Fernando Figueiredo e a secretária de educação, na SEDE da CNBB, em São Paulo.
O projeto de lei regulamenta o Ensino Religioso de caráter não confessional, isto é, que não privilegia nenhum credo
religioso. Mas, então, por que o governador não se reuniu também com um representante do Candomblé?
Semana atrás alguém me comentou: Você é formado em filosofia, o Estado está contratando os que tenham diploma de filosofia para dar aula de religião.
O que está acontecendo?
É preciso desfazer tudo, desembaraçar o novelo e começar a
reforma. O entendimento desce a ladeira.
Hoje recebi dois telefonemas de Brasília. Algumas pessoas vão se afirmando como amigas. Uma delas, Rita, tão repleta de energia e alegria de viver, me telefona para dar a notícia que a deixou
feliz. O seu marido assinará uma coluna na Revista Época. Uma coluna semanal na qual escreverá sobre futebol.
Elóia também me telefonou. Insiste na minha ida para Brasília na próxima semana para visitar escolas e participar da semana
cultural. Já tem hotel e alimentação. Não poderei ir, e sei que breve a encontrarei no Rio Grande do Sul onde estarei participando de um congresso com a minha palestra sobre literatura infantil na alfabetização.
Também recebo carta de Jânia Cordeiro, de Maricá, no Rio de Janeiro. Fala sobre o fato de algumas pessoas terem me visto em
Manaus. Fala também que desanimou da literatura, que não encontra mais inspiração para
escrever. Isso não existe!
Por causa da morte de Jorge Amado me vi pensando na sua jóia literária, a bela novela
A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO DÁGUA. Certa vez, faz tempo, li não sei onde, que Autores estrangeiros copiavam Jorge Amado (o estilo) e escreviam suas histórias colocando o refinamento na linguagem. Jorge Amado nunca quis isso, o seu negócio era outro, não o de refinar a linguagem, mas torná-la o que era naturalmente para ele, popular, uma festa.
A sua linguagem era uma festa, me enchia de alegria. Jorge gostava de estar dentro do livro, ali, no meio do povo, nas feiras, nos saveiros, nas brigas, no fumo, enfim, ele gostava de estar na Bahia que estava dentro dos seus
livros. Mas, como nem lembro onde li isso dos autores estrangeiros, pois não teve nenhuma importância na época para mim, não tenho condições de argumentar sobre.
Quando li o livro de Amado estranhei, aliás, fiquei perplexo logo na primeira
página. A estrutura da narrativa eu já conhecia, imediatamente reparei na semelhança com a estrutura da narrativa que eu havia encontrado no livro de Gabriel García Márques, e, é claro, achei uma bela
coincidência, e tanto o livro de 1959 de Amado, A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO DÁGUA, como
Crônica de uma Morte Anunciada, são exemplos maiores da literatura.
4 marzo 1943 foi um dia triste na Itália, e uma jovem violentada por um soldado é o tema da canção de Lucio Dalla. Chico Buarque modificou o sentido da canção de Lucio, com a sua bela versão chamada “Minha História”.
Lucio Dalla teria dito que Chico aperfeiçoou a sua música.
O cantor que iniciou a sua carreira como clarinetista construiu uma obra voltada para a denúncia das
injustiças. Obra de beleza poética sem jamais perder a condição de gritar contra a miséria humana.
Gosto também da canção de Fabrizio De André.Il GORILLA é uma das minhas preferidas.
Gosto de BOCCA DI ROSA. Uma personagem que fazia amor com todos, sobre qualquer coisa, mas por
paixão. Não por aborrecimento nem por profissão. Quando chegava na estação, atraía todos os homens da cidade.Tinha muitos clientes e na estação
estavam, do comissário ao sacristão, todos com os olhos vermelhos. Boca de Rosa movimentava o pequeno país, o bispo, o banqueiro, o soldado, o comerciante. Bonita canção.
Em 1910, inspetor de alunos era o que hoje chamamos Supervisor de
Ensino. E uma menina recebia das mãos do inspetor de alunos Olavo Bilac uma medalha de ouro em reconhecimento ao seu desempenho.
Quase vinte e cinco anos depois a menina crescida organizou e fundou a primeira Biblioteca Infantil do
País. Depois, em 1951, o primeiro Congresso Nacional de Folclore.
Como a humanidade não existe, é uma abstração, um conceito filosófico, ponho-me a pensar: o que importa é o individuo, o sujeito, o ser
individual. Se fosse possível melhorar, modificar cada Ser Humano, cada indivíduo, se fosse possível aperfeiçoá-lo, alfabetizá-lo com a
poesia, oferecer-lhe a taça de licor da filosofia, se fosse isso plenamente possível, a humanidade com certeza passaria a existir e então a poesia desceria sobre a terra, e sobre os homens de boa vontade reinaria.
Mas isso é uma utopia, um sonho, um desvario, um deslumbramento, uma
ilusão. O mundo não teria graça sem guerra, sem sangue, diriam. E como sobreviveriam os partidos
políticos? Talvez, penso ingenuamente, fossem fundados partidos como o P C DO B, Partido Cultural do
Brasil, e todos teriam em suas plataformas políticas a cultura, o meio ambiente, a natureza, todos pregariam as novas formas de amor, cada palanque seria um momento de
reflexão, bem, vamos voltar...
A humanidade não existe. É um conceito filosófico. O sujeito que em Ferraz de Vasconcelos pegou uma faca e furou os dois olhos do cavalo cegando o pobre animal, o sujeito que nos meus seis anos de vida manchou covardemente de sangue os eucaliptos chicoteando desumanamente um cavalo, e a família achada morta dentro de casa, em Petrópolis, município da região serrana do Rio, são algumas provas concretas sobre o que falo da humanidade.
Os quatro membros da família estavam vendados e amordaçados e com as mãos amarradas com fios de
náilon. Todos baleados na cabeça. Os assassinos levaram jóias e um carro.
Todas as tragédias comprovam a inexistência da humanidade.
A menina que ganhou a medalha aos nove anos é um ser humano. O homem do cavalo que virou a carroça num atoleiro e foi chicoteado até se transformar numa posta de sangue e urina, também é um ser humano.
Durante anos, em meus discursos políticos falei da humanidade, depois também na
filosofia. Sobre a Filosofia, uma passagem curiosa. Íamos para Cumbica, eu e o Padre Inácio, à época meu professor de Espanhol, um desses padres que vieram para o Brasil na época mais difícil da ditadura militar e depois, quase todos se casaram. Esse o caso de Inácio, também
psicanalista. Íamos a seu carro para a sua casa entre eucaliptos na Cantareira onde abrigávamos um jovem que precisava muito de ajuda, quando no caminho, observando a complexidade do meu pensamento, ele fez um comentário: Para você só há uma saída, fazer Filosofia.
Nunca esqueço um comentário de um padre, geralmente são comentários serenos, alguns
válidos. Lembro do próprio Inácio dizendo para uma jovem de dezesseis anos, que segurava em suas mãos um livro de Paulo Coelho, que fala lá de uma peregrinação, Diário de um Mago ou O Alquimista, perdoe a minha ignorância e a memória desatenta, enfim, e dizia para a
menina: Este é um grande autor. Inácio não tinha nem idéia de quem era o autor, mas Padre é assim mesmo. Certa vez, -já contei, Santiago me viu chorando por causa de uma menina pelo qual eu me apaixonara e vivia intensamente aquele amor adolescente, e dizia-me: A vida é
Curiosa. Suas palavras penetraram-me, carregadas de serenidade, que é sempre sinônimo de
sabedoria. E Santiago um dia partiu da minha vida, lembro-me o quanto torcia pelo seu casamento com a
japonesa. Éramos assim nos dias das missas jovens. Nunca esqueço o quanto nós o incomodávamos, tudo, qualquer coisa, era motivo para procurar o padre, e batíamos em sua porta na casa paroquial, jovem vive intensamente o seu querer, e pensa que o mundo gira em torno de si mesmo e não se dá conta de como pode estar atrapalhando a vida alheia, e só um padre com o seu sorriso e a sua
serenidade, e a sua compreensão, pode conviver harmoniosamente com isso, e então, naquela tarde quando ele abriu a porta com os cabelos desarrumados e o sorriso
largo, e nos recebeu com o mesmo carinho de sempre, a mesma atenção e a mesma gentileza, o que não impediu que percebêssemos que estava fazendo amor com a sua amada japonesa, mas éramos jovens!
Santiago era doce, mas também enérgico quando precisava, por isso era um
padre. Certa vez um grupo de jovens de outro bairro, que tinha um compromisso com a nossa missa jovem, não compareceu, e então Santiago fez um pronunciamento contundente, enérgico, chamando a nossa atenção para o que significa ser homem, ser humano, o que significa assumir compromisso e não
cumprir. Nunca vi tanta energia, nunca vi palavras tão ásperas, calculadamente ásperas, tão veementes, tão ferrenhas, enfim, e compreendi então o que era um padre autêntico.
Anos depois, numa faculdade de Filosofia conheci um grupo de seminaristas infelizes e egoístas, e quedava-me a
perguntar: Esses serão os padres do futuro?
No meu passeio solitário nas manhãs dos sábados pela calçada da Avenida
Ipiranga, ali perto do Circolo Italiano, reparo o quanto a cidade suja está. Fico impressionado, -sou mesmo um impressionista do cotidiano-, com o volume de lixo e de sujeira.
Morro de vergonha. Entro na Banca de Jornal para comprar TOPOLINO, DOMENICA QUIZ, OS PENSADORES, (coleção que dou de presente para um jovem), e recebo o sorriso da
Márcia. Olho uma revista exposta, com a manchete O GATÃO DA MARTA.
Fofoqueiros de plantão, pessoas sem consciência política, pessoas que criam raízes no sofá, que estão assistindo a televisão porque um dia a ligaram e o revendedor da loja não ensinou como se faz para desligar, e pessoas assim, com falta de assunto e com falta do que fazer, pois só fazem o mesmo diariamente tornando-se máquina do cotidiano e não sabem para onde canalizar o amor que possivelmente têm, aguardando que seja descoberto e desenvolvido, e jogam esse suposto amor no carro e nos objetos e acostumados com isso amarão as pessoas como se ama os objetos, porém não com o mesmo zelo e o mesmo capricho e a mesma gana que fazem quando amam o carro, amor pelo qual não medem conseqüências e desperdiçam água e tempo, que certamente não é usado para
pensar. Pessoas, enfim, pessoas que gostam de comentar o que não se deve, que gostam de se preocupar com o que não se deve, mas encontram assim um motivo para continuar vivendo e dar sentido a vida insossa e insípida, vida incolor e maquiada e certamente então perderão um tempo irrecuperável discutindo sobre o namoro da prefeita como se discute a escalação da seleção para a copa, num tempo sem futebol.
O corpo, a cabeça e o coração da prefeita só pertencem a ela.
Marta antes de ser Prefeita do Município de São Paulo é mulher e as decisões da sua vida amorosa e pessoal só pertencem a ela e só a ela
interessa. O que interessa é a calçada da Avenida Ipiranga. Se a marta decidiu terminar o seu casamento é porque
acabou. Uma mulher nunca acaba com nada, nunca soube de uma mulher que tenha acabado com o seu
casamento. O casamento é que acaba. Acabou, acabou e não há o que discutir.
Interessa muito para a sociedade patriarcal, machista, que essa discussão tenha interesse popular, pois o patriarca se agarra em fiapos para tentar preservar o poder que se dissolve a cada dia com as conquistas
femininas. Então essa fofoca do namoro da prefeita interessa muito e esconde uma hipocrisia, alias, o paulistano é rico em hipocrisia e os baianos, os mesmos que homenagearam a cidade, primeiro com a sua presença, depois com SAMPA, já denunciaram essa hipocrisia numa canção,
RAP (é assim que se escreve?) que fala dos 111 presos assassinados no Carandiru, quase todos pretos, todos pobres, convivendo com riso do paulista.
A hipocrisia que a fofoca esconde é justamente pelo fato da Marta ser mulher, pois se fosse homem não daria alarde para tantos comentários, o ex- marido da prefeita sempre recebeu inúmeras cantadas, bilhetes, declarações amorosas, pois afinal a mulher não perde tempo, diferente do homem que é habilidoso em perder tempo, por isso quando o Padre Santiago voltou do Chile, encontrou a japonesa casada com outro homem.
Um grupo de psicólogas mostra alguns comportamentos sobre a questão da palmada e instigam com a pergunta: Palmada deseduca?
Uma resposta concreta é o que querem. Parece difícil se encontrar a resposta, que certamente se esconde na virada de algum labirinto.
Não custa lembrar que foram os padres jesuítas e capuchinhos que introduziram o castigo físico como forma de disciplinamento e educação das crianças no Brasil.
Castigos leves e moderados, continuam a ser praticados, defendidos e estimulados por
alguns. Inclusive por educadores e, pior, por escritores de literatura infantil.
Vamos ouvir historias, mamãe, há muitas oportunidade de se ouvir histórias clássicas, gratuitamente, é só procurar, talvez desviar os olhos do
Mcdonald, enfim, mas em São Paulo com certeza há uma programação rica, na qual é possível se encontrar muitos contadores de
histórias. Uma contadora de histórias cobra oito mil reais para contar histórias, o cartunista mais famoso do Brasil (merecidamente) cobrava em 1999, quatro mil para dar uma palestra em
Barretos. Estão certos. O profissional precisa se valorizar. Um companheiro meu de faculdade ficou chocado quando soube do preço cobrado por alguns intelectuais da Usp para dar uma
palestra. Ele não se conformava com o fato do sujeito falar certas coisas em suas palestras e cobrar um preço tão alto por
isso. Via nisso uma contradição. Dizia que o conhecimento da filosofia jamais seria do povo se um intelectual continuasse cobrando um preço tão alto para falar.
No entanto, o prefeito de uma cidade como Barretos não se acanhará em gastar o dinheiro público para pagar a vinda de um intelectual, um escritor famoso que afinal atrairá status para a cidade, o que significará rendimentos
políticos. Mesmo que haja outros bons escritores, mas o prefeito preferirá pagar o que tem projeção
nacional. E a Sherazade está certa em cobrar o preço alto. Afinal vivemos na sociedade do consumo, e histórias, para crianças, é um produto como outro qualquer.
Se a mamãe ouvir histórias, se participar desse momento com a filhinha, com o filho, esse momento mágico do contador de histórias cria um elo, um envolvimento, uma atmosfera de cumplicidade de tal tamanho que dificilmente a mamãe terá a coragem de trair esse momento e bater em seu
filho. Se bater estará rompendo o elo mágico, o envolvimento especial, a amizade.
Estabelecer a amizade é o maior patrimônio dos pais, a maior conquista. Quando a amizade surge, ela é como um filho, uma criança que nasce, uma plantinha, e necessita de cuidados diários, nutrientes, dos quais o maior de todos, o mais completo,o leite da amizade, é o
diálogo. Amizade é dialógica, e o diálogo encontra as porteiras abertas diante do contador de histórias.
O Brasil está repleto de contadores de histórias, é uma usina continental de contadores de histórias, réplica da
África. A televisão ainda não acabou com isso. Há os profissionais, como Sherazade, como a Tuca, minha querida amiga, que nesse momento deve estar no Paraná com as suas histórias, e há os naturais, como os contadores de histórias das barcas de Fortaleza.
Acreditar no sonho de que a poesia descerá sobre a terra é coisa de poetas que vivem em desacordo com a
realidade. A poesia faz tempo deixou de ser a palavra reveladora das profundezas da alma e se transformou num produto idêntico ao romance policial para os que fazem da literatura um meio de ganhar a vida.Ou seja, se o livro for bom ele vende, mas um livro de poesia não atende aos interesses do mercado e o mercado é o grande senhor.
Se a poesia vendesse com certeza surgiriam os poetas que, como os contadores de histórias, cobrariam um preço exorbitante para uma apresentação poética.
O mercado é implacável, calculista e tem a sua lógica fria. Melhor para a poesia ficar fora dele, mas talvez aí resida a sua contradição, pois fora do mercado não tem como se impor e chegar ao homem. Dentro do mercado seria transformada em outra
coisa. Talvez o destino do poeta seja intransferível, talvez seja o destino de vagar ao lume, ser vagante como a lua, que não perdeu o encanto e sobreviverá ainda muito tempo no coração do namorado.
Certa noite na Avenida Paulista alguns poetas projetaram poesia a laser na parede de um
edifício. Foi bonito. O experimento poético chamou a atenção notívaga. O azul projetado em versos concretos encantou
alguns. Poesia em hologramas também produz encanto fugaz, assim como poesia na tecnologia.
Poesia saindo do papel e caindo na internet, softs que inserem efeitos visuais e sons em
poemas, poemas virtuais, ciberpoetas, e uma poetisa que usa em suas ciberpoesias apenas linguagem de programação de código aberto e declara que fazer parte da internet é poder compartilhar arquivos, ser copiado e
reciclado. Poesia digital é coisa antiga.
Uma palavra poética pode chover, isso são efeitos visuais que animam poemas. O problema é que tecnologia, mundo digital e poesia são coisas diferentes.
Tecnologia não combina com a arte, com uma certa necessidade da arte de se tornar
eterna. Quando Michel Jackson apresentou um clipe magnífico, que foi mostrado em horário fantástico no Brasil, causou uma admiração imensa e o reconhecimento do grande artista que ele
é. Nos dias seguintes só se falava nas suas transformações na tela, ele dançando, se transformando em pantera, rosto branco em rosto asiático. Realmente, uma beleza. Atualmente aqueles efeitos maravilhosos são vistos em vinhetas da Rede Globo, em propaganda de
geladeira, de carro, de sabão em pó. E agora?
Uma universidade americana insere sons e imagens em poemas.I nserir elementos visuais e sons em poemas é uma realidade
inevitável. Querer navegar contra isso é navegar contra a correnteza, é querer subir o rio, ir à direção oposta ao cardume, é teimar em fazer parte do grupo dos últimos românticos, e se o romantismo não combina com clipe, combinará com poesia digital?
Talvez o radicalismo às vezes seja sinônimo de conservadorismo, ou seja, o radicalismo que conserva talvez seja fundamental para se compreender o porquê de se navegar em direção oposta.
Talvez seja difícil sobreviver num mundo literário&intelectual que considera, por exemplo, Metamorfose (jogo de palavras) poesia.
Exercícios, jogos com as palavras, não significam poesia. Inserir sons e imagens em poemas é algo que modifica o estatuto da
poesia. Não é, em hipótese alguma, uma coisa má, mas é outra coisa, que por enquanto, na falta de uma palavra adequada para denominá-la, pode continuar sendo chamada de poesia.
(agosto/2001)
Marciano Vasques,
escritor
e professor
marcianovasques@hotmail.com
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-023.htm
www.marcianovasques.hpg.com.br