Douglas
Mondo, escritor, poeta, ativista político do Terceiro Setor,
fundador e presidente do
Conselho
Comunitário de Segurança de Jundiaí.
Recriador em 1998 da Semana de Arte Moderna de 22
no
Teatro Polytheama de Jundiaí, evento assistido por mais de 5.000
pessoas em três dias de apresentação.
Idealizador
da antologia de poemas eróticos "Inspiração Erótica" e
autor do CD de poesias eróticas
"Evoé
Libido".
Criador do espetáculo '" Erótika" tendo como pano de
fundo uma boate dos anos 60 e cujos poemas
interpretados pelos atores são da antologia "Inspiração Erótica",
sendo em duas apresentações visto
por
mais de 1.000 pessoas.
Autor dos livros de poesias "Emoções" lançado em 1996 e
"Três em Um" de
1999.
Criador do projeto "Sorriso Contente - Adote um
adolescente" que está tirando menores de rua
proporcionando estudo
e trabalho, tendo em torno de 200 menores atualmente no projeto.
Algumas
de suas poesias que não
fazem parte ainda de
nenhum livro publicado ou no prelo:
Vocábulos
Palavras
livres
esvoaçam
ao vento.
Urge
prendê-las
aos
grilhões
do
pensamento.
Prisioneiras,
vertem
lágrimas
a
querer liberdade
no
ideal do livramento.

Carinhos
Suas
mãos são
lufadas
de vento
em
tarde de outono

Lembranças
Minha
vida
quiça
memória
paginada
será

Passado
Era
fruto verdolengo
rijo
em
galho rumo ao céu.
O
vento de inopino
mando
ao léu o caule
fino.

Indulto
Atiça-me. Seduz
aquela vida pendente
entre
a escuridão e a luz.
Que
pede. Que implora pela aurora.
Quer
germinar fora de hora.
Lá
o sol brincou de esconde-esconde
e
a fome adotou-a morta no horizonte.
Às
vezes não tem nome. Tonhão ou Negão.
Pode
ser Maria ou outra puta de ocasião.
Pode
ser abençoada na missa sem preguiça.
Não
importa. Só ela pode abrir a porta.
Pode
me matar. Matar o bispo ou o prefeito.
Ela
veio da terra. É garantido seu direito.

Morte
O
homem não cuida do
menino
Ao
final a terra embala
o
homem e seu interior
pequenino

Verbete
Já
fui criança
brinquei
de pião
Rodei
roda até
cair
ao chão
Soltei
pipa
fui
sapeca
Fui
médico da
menina-moleca
Roubei
fruta
no
quintal do vizinho
Agredi
o amigo
feito
porco-espinho
Fui
escritor
feito
poeta
Hoje
sou apenas
letra
morta
na
empoirada biblioteca

Líricos
Nós
poetas
ainda senhores
das
dúvidas e
das lágrimas
Entre
sonhos e
desesperanças
Prisioneiros
de
sublime encanto
ainda
A
porta está
aberta
Por
ela entram poemas
e poetas
Poetas
são
intrusos
Entram
sem pedir
licença
Nos
ferem de mortal
encanto
Nos
aprisionam
impiedosos
Nos
largam
sublimes
em
qualquer
canto
Douglas
Mondo tem sua página pessoal em www.kyotec.com.br/poeta
veritas@kyotec.com.br