Rozelia Scheifler Rasia

     

Rozelia Scheifler Rasia nasceu em Salto do Jacuí – RS, atualmente reside em Cruz Alta – RS. É pós-graduada em Fundamentos Teóricos Metodológicos de Ensino Superior e atua como professora de língua portuguesa no Instituto de Educação Profº. Annes Dias. É organizadora e editora de coletâneas de poesias, contos e crônicas e livros literários, científicos e didáticos.

Escreve crônicas, contos, poesias e artigos, sua temática predileta é o inter-relacionamento entre o homem e a tecnologia da comunicação.

Contatos com a autora:alpasxxi@comnet.com.br
Homepege:http://comenet.com.br/~alpasxxi

Endereço: Trav. Oscar Pinto, 031
Cruz Alta – RS- CEP: 98 510 330


Poesias:

Contos:   

Além da Alucinação

O Romance Virtual de Eros e Afrodite


Artigo:

        Diálogo: a concepção de valores nas atividades cotidianas







Amor, Amor


O verbo se fez verdade
O hoje se fez presente
O ontem se fez saudade
O viver se fez arte
O tempo se fez eterno
O arco-íris se fez aliança
O fogo se fez inferno
A palavra se fez esperança
A treva se fez magia
A água se fez mar
A luz se fez dia
A semente se fez vida
A música se fez melodia

Ah...o amor é sempre o amor.






Clones de Camaleão


Digital, virtual, real.
Poliglota, sábio, aprendiz.
Global, nacional, regional.
Criatura e criador.
Cibernético, robótico, humano.
Tudo além, por um triz.
Semente, semeador.
As chaves da pós-modernidade
estão nas mãos de clones de camaleão.






 


Espelho Líquido


Endereço,
ciberpaço@com.br
Linguagem, links, bytes, gigas.
Lembranças, megabytes de memória.
Alma, chip de computador.
Coração, placa de modem.
Conexão, on line.
Passatempo, bate-papo.
Amigos, internautas.
Leituras, homepages.
Atitudes, controle remoto.
Imagens invertidas.
Universos flutuam no líquido espelho.








Espero-te


Loucura que habita congelada nos confins,
caladas promessa de amor sem fim;
volúpia presa na noite sem lua,
mão espalmada a procura da tua.
A paixão enclausurada aperta o laço;
O vazio domina o espaço.
Prazer que esbarra no limiar da consciência;
delírio sufocados pelo toque da ausência;
suor que abranda a pele ardente,
apelos da natureza apanhados pela tangente.
O afago que não veio,
O espectro do orgasmo alheio.
Inferno limitado pelo lençol.
Teus olhos espelhados nos meus
libertam o amor-desejo.
Todas as promessas acontecem, e
uma falange de silêncios ecoam em suspiros.
No exercício da paixão,
sinfonias emergem, e
do meu âmago, faz-se a luz.
Um eclipse de sombras rompe a ilusão.
A solidão volta pela janela.
Espero-te.












 
   

 

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Editoração
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irene@riototal.com.br