SÉRGIO GERÔNIMO
   

SÉRGIO GERÔNIMO ALVES DELGADO - Que nasceu a 25 de Maio de um belo ano depois de Cristo, portanto, Gêmeos de signo que neste dia "... por vezes envolve-se em alguns conflitos, mas, graças à sua capacidade intelectual e à sua rapidez mental é capaz de convencer toda a gente de que essa situação é a que mais lhe convém...". Sua ocupação profissional, até 2000, foi ser Coronel de Cavalaria, professor do Magistério do Exército do Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ). É Psicólogo com especialização em Gestalt-terapia e pós-graduação em Psicossomática Contemporânea. Poeta, Contista, Ensaísta, Conferencista, Editor da OFICINA, editora criada por Francisco Igreja, em 1985.

Sua obra literária vejamos: 
Poesias: 
"Profanas & Afins" (1992) – 
"Outras Profanas" (1998) – 
"Calendário de Poesia – Poesia Plural 2000" (1999) – 
''Enfim Afins'' (2000), livro virtual, no site da poesia, Livron-line,
www.geocities.com/livronline
''Coxas de Cetim'' (2000)

Cadernos de Poesia Oficina (participação em 21 cadernos) e inúmeras outras coletâneas. Destaques para "Antologia da Nova Poesia Brasileira", organização, seleção e apresentação de Olga Savary (1992), 
"Athena – Antologia di Letteratura Contemporanea Multilingue" – Trento / Itália (1998), 
e ''Poemas Cariocas'', organização, seleção e apresentação de Thereza Motta (2000).
"Dicionário de Poetas Contemporâneos de Francisco Igreja - verbetes" (1988 / 1991).
 Ensaios. 
"Inda que de névoa disfarçado", in Revista Brasília(1993); 
"A importância das Academias do Estado do Rio de Janeiro na Literatura e na Arte Brasileira", in o "Descortino Acadêmico" (1998); 
"Paulo de Frontin - patrono municipal!", in Cia Melhoramentos, da Academia de Ciências, Letras & Artes do Município de Engenheiro Paulo de Frontin" – (ACLAEPF – 1991). 
Na vertente Contos: "Tomate, cebola & pimentão", in Oficina Mais Prosa (1999). 
Na vertente Conferências: "Clínica Cirúrgica de Homens – uma escolha de vida e de morte", in Fórum de Psicossomática do Rio de Janeiro, Universidade Gama Filho/RJ (1999); 
''PRACIMA - Psicossomática Contemporânea'', in Encontro Nacional de Práticas em Psicologia, Anhembi, São Paulo/SP (2000); 
"PIC – Poesia Instantânea Coletiva – I", in VI Encontro de Poesia do Vale do Paraíba – Município de Engenheiro Paulo de Frontin/RJ (1994); 
"PIC – Poesia Instantânea Coletiva – II", in Universidade Gama Filho/RJ (1999); 
''PIC - Poesia Instantânea Coletiva - APPERJ, in Papo Poético, produção de poesias on line, mensalmente, na internet (2000).

Sérgio Gerônimo Alves Delgado é membro da FALB – Federação das Academias de Letras do Brasil; SEERJ - Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro; APPERJ – Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro, onde é vice-presidente, também seu fundador e já foi presidente; ACLERJ - Academia de Letras do Rio de Janeiro; ACLAEPF – Academia de Ciências, Letras & Artes de Engenheiro Paulo de Frontin, onde é vice-presidente, seu fundador e já foi presidente; ALAP – Academia de Letras e Artes de Paranapuã, onde é vice-presidente de honra; ABI – Associação Brasileira de Imprensa; SBPC- Sociedade Brasileira de Psicossomática Contemporânea, diretor e também seu fundador; IDMM- Instituto dos Docentes do Magistério Militar; e UBE- União Brasileira de Escritores.


Algumas de suas poesias:

elegia (in Outras Profanas)

Constatação (in Enfim afins - internet, livro virtual)

Pêssego (in Coxas de Cetim)

Palacete da Babilônia  (in Caderno de Poesia 27)

belo bh (inédita) (homenagem aos 100anos de BH)

Ladainhas de domingo (in Cartão Telefônico da Telemar)





 

elegia 
(in Outras Profanas)

quero chorar meus mortos
postos por todos os poros
por todos os portos dos povos
que aportei
quero-os na lembrança cativa
cativando cada vão cada chão
do meu sentimento
quero-os no travesso travesseiro
através de todos os entraves
atrás da mais sonhada travessura
quero-os pulando no coração
nas veias e artérias pulsando
trampolim para minha ação
quero-os de qualquer jeito
no meu peito nesse aperto
aberto que desperto
quero chorar meus mortos
postos por todos os poros
por todos os portos dos povos
que aportei
quero-os sim
aqui e agora
quero chorar meus mortos
sem temor sem demora

 









Constatação 
in Enfim afins - internet, livro virtual)

 

... e justo no castanho portal dos meus olhos
meu cartão-postal
não há mais cliques ou tiques do diafragma
estranhamente não consigo diagramar tua poesia
e sequer leio no teu corpo as evidências da cidadania
não há mais jogo ou fogo na maré do teu humor
estranhamente não consigo focalizar tua topografia
e sequer observo na tua fala as óbvias observações
não há mais!
... e justo no castanho portal dos meus olhos
meu cartão-postal
há desertos de pensamentos
longe um choro... de criança
e eu estranhamente não consigo
dormir










Pêssego
(in Coxas de Cetim)

encostei
costa a costa
qual náufrago sôfrego
arfava de tantas braçadas
em ondas surfistas
pensei atracar e te explorar
porém
costas surdas areias alheias
vegetação vadia e um quê
de pura anarquia
ativou meus sonares
meus arquivos e fechei o programa
saí desordenado
dobrei as mangas
por fim pequei
mordi
lambi
comi
e o gosto veludo
de teu pêssego amordaçou
o céu que em minha boca
teimava em excitar teus calores
voltei à praia bêbada
e bêbado com o marolar
engoli tua pele, pêlos, carne
deliciosamente
cuspi o caroço
inoculando
e enlouquecendo
a tua semente








 

PALACETE DA BABILÔNIA
(in Caderno de Poesia 27)


(homenagem ao CMRJ)
"E ao Colégio nada?
Tudo!
Então como é? Como é que é?
Zum, zaravalho opum, zarapim zoqüé,
Oqüé-qüé, oqüé-qüé , zum!
Pinguelim, pinguelim, pinguelim
Zunga, zunga, zunga.
Cate marimbáu, cate marimbáu,
Eixáu, eixáu. COLÉGIO!..."
(saudação colegial - criação dos alunos do
Colégio Militar do Rio de Janeiro)

psiu! hei, casa rosa!
escuta uma vez mais
sabemos nós que teu carinho
caminho na alameda das palmeiras
escolta desejos mais que centenários
na pedra da babilônia do alto
o salto de teus olhos para o mundo
vigia desejos mais que centenários
no aconchego de teus recreios
recrias mandalas de imperiais mães-árvores
embalando desejos mais que centenários
sabemos nós que tua estrutura
arquitetura do alicerce de cabeças, troncos & membros
forma desejos mais que centenários
psiu! hei, casa rosa! palacete da babilônia
escuta mais uma vez...

"E ao Colégio nada?
Tudo!
Então como é? Como é que é?
Zum, zaravalho opum, zarapim zoqüé,
Oqüé-qüé, oqüé-qüé , zum!
Pinguelim, pinguelim, pinguelim
Zunga, zunga, zunga.
Cate marimbáu, cate marimbáu,
Eixáu, eixáu. COLÉGIO!..."










belo bh
(inédita)
(homenagem aos 100anos de BH)


belorizonte belo
dos montes
das terras & minas
contorno cidade
que altares descortinas!
belorizonte belo
dos montes
dos tropeiros & picadas
que dos veios em geral
silhueta serra curral
belorizonte belo
dos montes
dos cimos & vales
de geometricagrafia
e sinuosa a fotografia
belorizonte belo
dos montes
dos esquadros & compassos
que dos belvederes às alterosas
ventam histórias pedras preciosas
belorizonte belo
dos montes
de escritores & estetas
capital deste século
oficina de poetas - esta é tua sina











Ladainhas de domingo
(in Cartão Telefônico da Telemar)

as ladainhas de domingo
ecoam nos pátios dos meus ouvidos
aguardando meus pés-corredores
os sons e incensos inundam meus ouvidos
gerando secular sombra fugidia
sou apenas paz

 



Sérgio Gerônimo
http://www.orbita.starmedia.com/~sergio_geronimo
http://www.geocities.com/livronline/sergeron.htm
http://www.terravista.pt/Guincho/2482/sergiogeronimo.html
http://www.orbita.starmedia.com/~apperj
http://www.oficinaeditores.com.br
http://www.psionline.com.br





 
   

 

Esta página é parte integrante da Revista Rio Total

 

Editoração
Irene Serra
irene@riototal.com.br