Arnaldo Massari



VAMOS RIR?


Afinal, o nosso dia-a-dia não traz somente o corriqueiro.

Em matéria de humor ridículo e do bestar, muitas gargalhadas gratuitas nos são oferecidas. Recordações hilárias, nunca nos faltaram.

Um bom motivo para descontraídas risotas - apesar do âmago do assunto ser de trato responsável e relevante - são as exóticas assertivas do atual Sr. Ministro da Justiça.

Justamente de quem!

Na efervescência de um caos de violência urbana sem precedentes que varre o país, este senhor, consciente ou inconscientemente, - num apregoar que é uma inconteste afronta e menoscabo às vítimas incontáveis e crescentes – se faz simpático ao abrandamento das penas e, pelas solturas antecipadas. Naturalmente, cônscio de que os beneficiários sairão das prisões correndo, à ida aos Confessionários do Arrependimento.

Não é para termos espasmos de tanto rir? – Não fosse um assunto tão sério?

Outra bizarrice vem de um Deputado Federal do PL/ES e, ainda, com contornos de religiosidade. Religião e política, juntas, não dá certo.

Trata-se de um Projeto-de-Lei que pretende por sob parágrafos e artigos, o homossexualismo como parábola, numa visão piegas e retrógrada.

Proposto em convicto, ou como abrigo de algum resquício de conveniência política, sem dúvida, trouxe o vislumbre tosco e audacioso do pseudo direito de imiscuir-se na avaliação do comportamento humano e, nas suas infindáveis motivações e razões, principalmente, quando o tocante é o relacionamento íntimo.

As variantes sexuais não têm cura nem resgate, porque não pressupõem a doença e, tampouco e sequer, o erro.

É um comportamento legítimo. A intimidade de cada um é um direito inalienável. Indiscutível e isento para avaliações de outrem.

As fantasias e as preferências comportamentais ao sexo, sempre existiram, desde que o Mundo é mundo. A única diferença que se faz no presente, é o menor recato; mas, que, em si, ratifica a legitimidade e o modo. Choca apenas aos conservadores pouco lúcidos e ao ranço da não condescendência imatura.

Essas figuras bisonhas, discriminadoras e preconceituosas, são a jactância entre o riso e a razão. Como esta última, seguramente, no caso, inexiste, temos então todo o direito de rir bastante.






COPOS E COPAS 

 

 

O Jovem é um néscio para aquilatar com precisão o mundo e o meio em que vive.  Não é defeito, tampouco virtude. É uma contingência desse período da vivência.  O comportamental da juventude é estudado e explorado sub-repticiamente pelo Mercado, e assim, acontecem as mensagens de consumo, num entusiasmo que, de ordinário, se manifesta ante o horizonte de altos lucros.  Pode-se avaliar aqueles recados inocentes, mas, há de se temer outros tantos, muito perigosos e que poderão mudar para sempre, o rumo e a vida de um jovem.

 

O Jovem tem pavor do envelhecer, mas, não das drogas que matam.  Contribuir para morrer cedo é não querer dar-se ao viver das idades subseqüentes, as quais, sempre, trazem novas visões e diferenciados períodos quiçá felizes.

 

A ansiedade pelos desfrutes, pelos desejos e pelas posses ainda almejadas, fortalecidas pelo imediatismo do sentimento imaturo, pelos maus exemplos do fogo amigo e, por enganos nas suas muitas certezas inexistentes, são pavimentados os caminhos das inúmeras desventuras.

 

O não-espírito de contestação, mas, e sim, da natural aquiescência - facilmente motivado, anestesiado pelo preliminar das bebidas alcoólicas em fantasiosas propagandas, trazem a début ao álcool, tal e qual mordomo e pajem, à iniciação aos outros vícios.  É para ser ressaltado que, um enorme número de pessoas não se dá conta ou não pode controlar fisicamente a dependência ao álcool.  A falta desse comedimento é devastadora, conduzindo a um destino triste e melancólico, repleto de tragédias, que vão desde a rejeição social - o achincalhe, até aos acidentes desoladores e aos homicídios gratuitos à razão e, em débito, à embriaguez; com as suas muito prováveis derivações.

 

Jovem, não se feche em copas – abra a sua vida ao vocábulo do viver em pleno e glorioso.


 






 

 

 

Direção e Editoria

Irene Serra
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