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Antilógico
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Quando o sol amputou-me de teus braços
e dividiu-me em dois, um para o quarto,
o outro para o medo das esquinas
e a costumeira solidão do asfalto,
ainda pude ver-te na janela
e teu rosto era um rosto de madona
saída, há pouco tempo, dos altares
para o sórdido céu de nossa cama.
Quis voltar, mas enorme covardia
tomou conta de mim, fez dos meus passos
abre-alas da eterna apologia
dos bens de consumo e de fracassos.
Alberto Cohen |
Biografia Literária
Advogado reside em Belém do
Pará, onde nasceu em 12/02/42. Escreve desde jovem, mas somente a partir de 2003
decidiu expor seus poemas. Participou de alguns concursos literários nacionais e
internacionais sendo contemplado com as seguintes distinções:
Livros Premiados e
Editados:
“Poemas Sem Dono”:
Vencedor do II Prêmio Literário Livraria Asabeça - Editora Scortecci - SP –
2003.
“Caminhos de Não Chegar”:
Vencedor do Prêmio de Literatura Instituto de Artes do Pará- IAP - Governo do
Estado - PA - 2005.
“Juntando Pegadas”:
Vencedor do Prêmio Vespasiano Ramos - Academia Paraense de Letras - PA - 2006.
“Caminhos de Não Chegar”:
Vencedor da Láurea Cidade Poesia (Moderna) - Associação de Escritores de
Bragança Paulista - ASES - SP - 2006.
Livros Inéditos:
“Menino das Samaúmas”:
(Poesia)
“Cantigas Que a Rua Canta”:
(Poesia)
“Quase Versos”:
(Poesia)
“Folhas e Penas”:
(Textos)
albertolcohen@terra.com.br
Leia, também, seu poema:
Vidas Secas
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