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Sutis como passarinhos
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Vê que a vida é
carcereira,
mas os versos são ariscos.
Esperam um descuido,
uma janela aberta,
uma porta encostada,
recolhem o não dito, o quase esquecido,
e vão à rua visitar conventos,
beber em tabernas, derramar-se em tinta
numa toalha de mesa,
num lenço de papel,
em paredes e muros,
no coração da mulher mais amada.
Vê que os dias são rotina,
mas os versos são mutantes.
Disfarçam-se de flores,
asas de borboletas,
promessas de amantes,
as mais absurdas promessas de amantes,
e aguardam a chegada do assobio,
do sorriso enorme,
da estrela morta,
do ressentimento,
que saibam decifrá-los e encantar-se com eles.
Vê que os anos são da terra,
mas os versos são dos tempos
e voam como pássaros selvagens
que fazem seus ninhos,
com futuro e passado,
nas mais altas montanhas do momento de agora.
Mesmo sendo livres, eles têm que pousar,
um dia numa fonte,
um dia numa crença,
um dia num pecado,
um dia nas mãos solitárias de um poeta.
Alberto Cohen |
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Leia, também, seus poemas em
Escritores e Poetas.
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E suas crônicas no
CooJornal.
Biografia Literária
Advogado reside em Belém do
Pará, onde nasceu em 12/02/42. Escreve desde jovem, mas somente a partir de 2003
decidiu expor seus poemas. Participou de alguns concursos literários nacionais e
internacionais sendo contemplado com as seguintes distinções:
Livros Premiados e
Editados:
“Poemas Sem Dono”:
Vencedor do II Prêmio Literário Livraria Asabeça - Editora Scortecci - SP –
2003.
“Caminhos de Não Chegar”:
Vencedor do Prêmio de Literatura Instituto de Artes do Pará- IAP - Governo do
Estado - PA - 2005.
“Juntando Pegadas”:
Vencedor do Prêmio Vespasiano Ramos - Academia Paraense de Letras - PA - 2006.
“Caminhos de Não Chegar”:
Vencedor da Láurea Cidade Poesia (Moderna) - Associação de Escritores de
Bragança Paulista - ASES - SP - 2006.
Livros Inéditos:
“Menino das Samaúmas”:
(Poesia)
“Cantigas Que a Rua Canta”:
(Poesia)
“Quase Versos”:
(Poesia)
“Folhas e Penas”:
(Textos)
albertolcohen@terra.com.br
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