Alberto Cohen



 

Atualizado em 08/03/2008
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era do gelo
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Gelo que se derrama pela alma da canção,
jeito de ter mil pressas, preces de não dizer não
ao tempo que não tem tempo, ao tempo que corre em vão.

Estão jogadas nos quintais,
abandonadas nos jardins,
as flores que ainda esperam
plantador.

Gelo que não declama, clama a alma da canção,
pressas de não ver o jeito dos versos, quase oração,
rabiscados nas cavernas de tempos que já se vão.

Então, jogados nos quintais,
abandonados nos jardins,
olhos que não viram flores
plantam a dor.
 


Alberto Cohen


 


 

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Biografia Literária

 

Advogado reside em Belém do Pará, onde nasceu em 12/02/42. Escreve desde jovem, mas somente a partir de 2003 decidiu expor seus poemas. Participou de alguns concursos literários nacionais e internacionais sendo contemplado com as seguintes distinções:

 

 

Livros Premiados e Editados:

 

“Poemas Sem Dono”: Vencedor do II Prêmio Literário Livraria Asabeça - Editora Scortecci - SP – 2003.

“Caminhos de Não Chegar”: Vencedor do Prêmio de Literatura Instituto de Artes do Pará- IAP - Governo do Estado - PA - 2005.

“Juntando Pegadas”: Vencedor do Prêmio Vespasiano Ramos - Academia Paraense de Letras - PA - 2006.

“Caminhos de Não Chegar”: Vencedor da Láurea Cidade Poesia (Moderna) - Associação de Escritores de Bragança Paulista - ASES - SP - 2006.

 

 

Livros Inéditos:

 

“Menino das Samaúmas”: (Poesia)

“Cantigas Que a Rua Canta”: (Poesia)

“Quase Versos”: (Poesia)

“Folhas e Penas”: (Textos)

 
albertolcohen@terra.com.br