Alberto Cohen



 

Atualizado em 15/03/2008
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A margem oposta
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Já eras quase chegada e o quase de tua chegada
não me deixava partir.
O sol gritava meu nome, e o vento num assobio
falava de um novo tempo no outro lado do rio,
tempo bom de colher flores, tempo de enxergar as cores,
mas eras quase chegada e o quase de tua chegada
não me deixava partir.
Mãos acenavam promessas de carinhos inventados,
aniversários guardados no outro lado do rio,
onde o tempo dormitava, placidamente vadio,
mas eras quase chegada e o quase de tua chegada
não me deixava partir.
Devagar o muito perto se foi tornando arredio,
o tempo, sobressaltado, vestiu de cinza e vazio
as flores, cores, promessas, no outro lado do rio,
pois eras quase chegada e o quase de tua chegada
não me deixara partir.
 


Alberto Cohen


 


 

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Biografia Literária

 

Advogado reside em Belém do Pará, onde nasceu em 12/02/42. Escreve desde jovem, mas somente a partir de 2003 decidiu expor seus poemas. Participou de alguns concursos literários nacionais e internacionais sendo contemplado com as seguintes distinções:

 

 

Livros Premiados e Editados:

 

“Poemas Sem Dono”: Vencedor do II Prêmio Literário Livraria Asabeça - Editora Scortecci - SP – 2003.

“Caminhos de Não Chegar”: Vencedor do Prêmio de Literatura Instituto de Artes do Pará- IAP - Governo do Estado - PA - 2005.

“Juntando Pegadas”: Vencedor do Prêmio Vespasiano Ramos - Academia Paraense de Letras - PA - 2006.

“Caminhos de Não Chegar”: Vencedor da Láurea Cidade Poesia (Moderna) - Associação de Escritores de Bragança Paulista - ASES - SP - 2006.

 

 

Livros Inéditos:

 

“Menino das Samaúmas”: (Poesia)

“Cantigas Que a Rua Canta”: (Poesia)

“Quase Versos”: (Poesia)

“Folhas e Penas”: (Textos)

 
albertolcohen@terra.com.br