Alberto Cohen


 

                   01/09/2016
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Soneto para um Beijo
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Mera prudência faz com que me afaste
do beijo que não sei, mas adivinho
que tem o gosto do mais doce vinho
e quem sabe um somente não me baste.

E se o primeiro fosse enfim eterno
e contumazes ele nos tornasse?
Talvez ao paraíso nos levasse,
talvez levasse ao mais profundo inferno.

Melhor que esteja no fazer de conta,
que eu enlouqueça e que te tornes tonta
no beijo não beijado nas esquinas.

Vamos sonhar que as línguas desvairadas
simbolizam, agora entrelaçadas,
um carnaval de doidas serpentinas.


 Alberto Cohen

 

 


 


 

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