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Reflexões natalinas
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Aqui, neste canto,
Deitei letras, encantos
Em cantos alegres
E prantos,
Que lançaram aos ventos,
Meus sentires.
Vi gente chegar
Na mesma estação da partida,
Um pouco morte, um pouco vida.
Resgatei afetos, lambi feridas.
E, de algum jeito,
Rompi o peito
E semeei emoções.
Agora, que um sete se vai
E um oito se acerca,
A vida se esvai
Na monótona rotina
Da renovação do tempo.
Tempo de ouvir e falar
De rir e chorar
E revelar os segredos
Da essência e do prazer.
Tempo sacro de insistir
Nas nossas buscas profanas.
E, só então,
Brincando com rimas,
Transformando sinas
Sermos, consentidos,
E a mercê dos destinos,
Um pouco Deus.
Anderson Fabiano
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