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silêncio
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(Pensando em Billie Holliday)
Encontro árvores
Centenárias
Roubando a luz
Que não me chega mais
Bem aqui, na cabeça.
Corpos pendem, como frutas
Estranhas frutas
Fossilizadas
Pela memória
Que escapa entre dedos.
Sacudo árvores
Solenes, imóveis
Na esperança
Tola e vã,
De rever o azul.
Folhas poucas
Premiam o esforço
Despencam como neve
Resvalam na face
Incrédula
E se vão na brisa.
Ficam a impotência,
O medo,
A ausência do depois
E a desserventia
Da alma aturdida.
Água benta dos olhos
Sulca a essência
Arde no peito
E um eco surdo
Se faz resposta.
Nenhum sorriso
Ou olhar
Ou gemido
Ou palavra
Cai da árvore.
Anderson Fabiano
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Anderson Fabiano é carioca desde agosto de 48, criado entre Cascadura e Leblon.
Atualmente, encontra-se refugiado em Maricá.
Escritor, publicitário, jornalista, consultor de marketing, programador visual,
vascaíno e mangueirense.
Livros publicados:
- "Olhando para dentro de mim" – Poesias – 1986 - Esgotado
- "Dando soco no sereno" – Crônicas - 2006
Próxima publicação:
"Amo sim. Trajetórias da paixão" – Prosas poéticas, Poesias e Cartas, com
lançamento previsto para abril de 2008
e-mails:
fabiano137@gmail.com ou
af.escritor@hotmail.com
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