Arlete M. dos Reis

 

Atualizado em 17/11/2007
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CONSERVATÓRIA

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Contemplo a lua tão bela
Iluminando o caminho
Por onde os seresteiros passam
Seguidos por tanta gente
Cantando suas poesias
De melodias tão lindas
Tocando corações apaixonados
E mais ainda os carentes.

Acompanho os seresteiros
E também ponho-me a cantar:
Maringá, Maringá! Chuá, Chuá!
E os acordes do violão
Quase me fazem chorar.

Relembrei cantigas antigas
Que mamãe sempre cantava
Com entusiasmo e emoção:
Não há, oh! gente, oh! não, luar
Como este do sertão!

Cidade de tanta magia
Para mim és singular
Seresteiros e poetas
Voltarei para ficar.


 

Arlete Moreira dos Reis


 


arletemr@ig.com.br

Arlete Moreira dos Reis, foi uma menina sonhadora.Tudo para ela foi muito difícil. De família humilde, o pai cearense e a mãe operária do Moinho Inglês, ela achava que embaixo da enorme pedreira, que era o fundo do quintal de sua casa, havia pessoas conversando, tocando, e colocava o ouvido na pedra para ouvi-las todos os dias. Era sua imaginação. Não tinha muito com o que brincar e para ela e o irmão conjecturarem o que os habitantes subterrâneos estavam fazendo era a maior distração e também o segredo dos dois.

"Continuo sonhando em ver um Brasil sem fome, sem analfabetos, com suas riquezas preservadas, seus velhos e índios respeitados. Peço a Deus que não seja uma utopia."
 

Leia suas crônicas no Coojornal: www.riototal.com.br/coojornal/arletereis.htm  e suas poesias em Escritores e Poetas: www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-020.htm