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CONSERVATÓRIA
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Contemplo a lua tão bela
Iluminando o caminho
Por onde os seresteiros passam
Seguidos por tanta gente
Cantando suas poesias
De melodias tão lindas
Tocando corações apaixonados
E mais ainda os carentes.
Acompanho os seresteiros
E também ponho-me a cantar:
Maringá, Maringá! Chuá, Chuá!
E os acordes do violão
Quase me fazem chorar.
Relembrei cantigas antigas
Que mamãe sempre cantava
Com entusiasmo e emoção:
Não há, oh! gente, oh! não, luar
Como este do sertão!
Cidade de tanta magia
Para mim és singular
Seresteiros e poetas
Voltarei para ficar.
Arlete Moreira dos Reis |
arletemr@ig.com.br
Arlete Moreira dos Reis, foi uma
menina sonhadora.Tudo para ela foi muito difícil. De família humilde, o pai
cearense e a mãe operária do Moinho Inglês, ela achava que embaixo da enorme
pedreira, que era o fundo do quintal de sua casa, havia pessoas conversando,
tocando, e colocava o ouvido na pedra para ouvi-las todos os dias. Era sua
imaginação. Não tinha muito com o que brincar e para ela e o irmão conjecturarem
o que os habitantes subterrâneos estavam fazendo era a maior distração e também
o segredo dos dois.
"Continuo sonhando em ver um Brasil sem fome, sem analfabetos, com suas riquezas
preservadas, seus velhos e índios respeitados. Peço a Deus que não seja uma
utopia."
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Leia suas crônicas no Coojornal:
www.riototal.com.br/coojornal/arletereis.htm e suas poesias em
Escritores e Poetas:
www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-020.htm
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