Arlete M. dos Reis

 

Atualizado em 24/11/2007
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MÃOS
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O maestro dirige a orquestra
Com o bailar de suas mãos
Levando aos que lhe ouvem
Fortes e grandes emoções

Mãos ternas de minha mãe
Quando ao colo me levava
Mãos tão leves de papai
Quando meus cabelos alisava

Mãos trabalhadoras do artesão
Do pedreiro, do artista
Mãos delicadas do cirurgião
Mãos mágicas do violonista
Mãos carinhosas da vovó
Que nos dá tanta ternura.

Mãos que escrevem a história
Mãos que escrevem a poesia
Mãos que acariciam o corpo
Com seus toques de magia.


 

Arlete Moreira dos Reis


 


arletemr@ig.com.br

Arlete Moreira dos Reis, foi uma menina sonhadora.Tudo para ela foi muito difícil. De família humilde, o pai cearense e a mãe operária do Moinho Inglês, ela achava que embaixo da enorme pedreira, que era o fundo do quintal de sua casa, havia pessoas conversando, tocando, e colocava o ouvido na pedra para ouvi-las todos os dias. Era sua imaginação. Não tinha muito com o que brincar e para ela e o irmão conjecturarem o que os habitantes subterrâneos estavam fazendo era a maior distração e também o segredo dos dois.

"Continuo sonhando em ver um Brasil sem fome, sem analfabetos, com suas riquezas preservadas, seus velhos e índios respeitados. Peço a Deus que não seja uma utopia."
 

Leia suas crônicas no Coojornal: www.riototal.com.br/coojornal/arletereis.htm  e suas poesias em Escritores e Poetas: www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-020.htm