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MÃOS
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O maestro dirige a orquestra
Com o bailar de suas mãos
Levando aos que lhe ouvem
Fortes e grandes emoções
Mãos ternas de minha mãe
Quando ao colo me levava
Mãos tão leves de papai
Quando meus cabelos alisava
Mãos trabalhadoras do artesão
Do pedreiro, do artista
Mãos delicadas do cirurgião
Mãos mágicas do violonista
Mãos carinhosas da vovó
Que nos dá tanta ternura.
Mãos que escrevem a história
Mãos que escrevem a poesia
Mãos que acariciam o corpo
Com seus toques de magia.
Arlete Moreira dos Reis |
arletemr@ig.com.br
Arlete Moreira dos Reis, foi uma
menina sonhadora.Tudo para ela foi muito difícil. De família humilde, o pai
cearense e a mãe operária do Moinho Inglês, ela achava que embaixo da enorme
pedreira, que era o fundo do quintal de sua casa, havia pessoas conversando,
tocando, e colocava o ouvido na pedra para ouvi-las todos os dias. Era sua
imaginação. Não tinha muito com o que brincar e para ela e o irmão conjecturarem
o que os habitantes subterrâneos estavam fazendo era a maior distração e também
o segredo dos dois.
"Continuo sonhando em ver um Brasil sem fome, sem analfabetos, com suas riquezas
preservadas, seus velhos e índios respeitados. Peço a Deus que não seja uma
utopia."
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Leia suas crônicas no Coojornal:
www.riototal.com.br/coojornal/arletereis.htm e suas poesias em
Escritores e Poetas:
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