Arlete M. dos Reis



 

Atualizado em 05/07/2008
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A LUA E O SOL
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A Lua muito garbosa
O Sol quis conquistar,
Arredondou-se charmosa,
As bochechas bem lustrou
E todo seu brilho jogou
Para que o sol lhe avistasse
E dela se encantasse.

O Sol na sua imponência,
Despertou cheio de brilho e
Com seus raios luminosos
A terra foi clarear.
A Lua foi se chegando,
Seu brilho esmaecendo
E o Sol se destacando
Sem nem pra ela olhar.
A Lua chorou baixinho
De tristeza foi minguando
Vendo o assanhamento do mar,
Alegrando as águas inquietas
Para o Sol ir lhe beijar.

 

Arlete Moreira dos Reis

 


 


arletemr@ig.com.br

Arlete Moreira dos Reis, foi uma menina sonhadora.Tudo para ela foi muito difícil. De família humilde, o pai cearense e a mãe operária do Moinho Inglês, ela achava que embaixo da enorme pedreira, que era o fundo do quintal de sua casa, havia pessoas conversando, tocando, e colocava o ouvido na pedra para ouvi-las todos os dias. Era sua imaginação. Não tinha muito com o que brincar e para ela e o irmão conjecturarem o que os habitantes subterrâneos estavam fazendo era a maior distração e também o segredo dos dois.

"Continuo sonhando em ver um Brasil sem fome, sem analfabetos, com suas riquezas preservadas, seus velhos e índios respeitados. Peço a Deus que não seja uma utopia."
 

Leia suas crônicas no Coojornal: www.riototal.com.br/coojornal/arletereis.htm  e suas poesias em Escritores e Poetas: www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-020.htm