carlos Trigueiro

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   01 de novembro, 2013
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MINHA POESIA É FRENÉTICA
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 Dizem que
 a minha poesia não tem estética,
 nem mesmo o que chamam de ética
- é simulada, artificial, cosmética.

Dizem que
a minha poesia é hermética,
não tem o viço da criação poética
- finge conotação dialética.

 Dizem que
a minha poesia é magnética,
junta palavras com atração fonética
- subverte o coração da cibernética.

Dizem que
apesar de tudo, a minha poesia é profética
- e da condição humana ascética
vaticina a implacável finitude: patética.




(Em "POETAR CONTEMPORÂNEO" - Coletânea - 2011
Lisboa - Ed. Vieira da Silva,
e em "BRASIL mais que um país, uma inspiração" 2011-
Ed. Artpop Academia de Artes de Cabo Frio - Rio de Janeiro.)


Carlos Trigueiro

 

 

 





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