Fátima de Laguna

 

 

Atualizado em 18/08/2007
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Da alma, da carne, da civilidade
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Da alma?
Das necessidades da alma, nem todos sabemos.
Desconfio que almas sejam insaciáveis

Das urgências da carne?
Mal nascemos e ela bate à porta.
E que prazer!
Matar nossas fomes
embora haja sempre outra ,
a substituir aquela alimentada, fome morta

Há olhos famintos de beleza
e cada pessoa, elege a sua. Há discordâncias descomunais.
Ouvidos ? São famintos dos mais inconfessáveis sons
cada um, como prefere, se satisfaz

Bocas desejam os mais estranhos sabores,
cada pessoa escolhe (ao menos deveria), o seu.
Há sexos sedentos, e cada ser, com seus amores.
Dos meus buracos cuido eu.
Com a minha alma, estou pelejando, buscando
Com esta insaciável,
estou amando

Com a civilidade, é diferente!
Não se manterá por muito tempo,se não for comunitária
As necessidades da civilidade amarram-nos.
De inteligência é uma questão.
A civilidade depende de todos nos.
Mas parece impossível sonho:
um simples dar a mão!

 

Maria de Fátima B. Michels



 

 




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