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SERENO
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Sereno, serenata
Molhada, ritmada,
De gotas numa lata
Abandonada,
Perdida no quintal.
Não me soas mal.
E eu aqui, esquecido,
Deixado só
Com este nó na garganta,
Uma nostalgia que planta
Uma dor no peito vazio,
Um grito mudo, sofrido,
Um tudo que se esvaiu
Em saudade.
Sereno, serenata
De gotas numa lata,
Te escuto, por minutos,
Por horas, enfim,
No silêncio desta noite chuvosa,
Triste, onde persistes
Como que a tocar pra mim.
(Em dezembro / 2005)
Francisco Simões
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