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A IDÉIA
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Penso, repenso,
A idéia nasce
Faz-se a luz.
A folha de papel,
A caneta
E surge a treta.
Mas, hesito, não,
Não quero escrever,
Não ouso dizer
O que penso hoje da vida,
Da morte, da sorte,
Do azar, de Deus,
Do teu, do meu.
Não, não ouso escrevê-lo,
Prefiro amordaçá-lo, esquecê-lo.
Imagino o que te faço pensar,
O que estejas a julgar
Por este meu versar,
Se é um começo ou é um fim.
Não, não ouso,
Não vou escrever assim,
Neste estado de espírito
Se já nem sei
Quem sou eu
Ou o que vive em mim.
(Fevereiro/2010)
Francisco Simões
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