Milton Ximenes Lima

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               agosto, 2010
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Vácuo
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Há espaços vazios,
sempre longos,
e misteriosos inícios
de retas infinitas e sem ponto final
na canção da nossa amizade,
que hoje nasceu.

Crescendo, logo se insinuam
mentes e gestos inúteis da humanidade...
Na imitação infeliz desses momentos,
rascunhamos um amor sem abismos:
ligeiro, incerto, sem rastro...
como o destino da rápida chuva
que, inda pouco,
aspergiu esperanças sobre a terra
e deixou frias lembranças em nossos rostos.


Ah...se me oferecessem a certeza da querência eterna!
Na quietude dos mares azuis dos seus olhos,
na dança incerta dos seus dedos lentos,
no seu carinho em forma de sussurros,
no silencioso ritual do seu corpo
e no aconchego irresistível das nossas almas,
eu adormeceria...
Inspiração acolheria
para compor,
querida companheira,
a canção primaveril deste amor
ainda pobre de horizontes,
ainda sem fragmentos de ninguém,
mas possivelmente abençoado
com a descoberta de múltiplos caminhos
ajardinados de esperanças.
 

 

Milton Ximenes Lima





 


 

 




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