Milton Ximenes Lima

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                agosto, 2010
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SEM DESTINO
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Do futuro me regresso
a pescar ilusões
e paisagens que, confesso,
são de infantos corações.
Vida, vida, simples vida,
igual a outras iguais,
sonhadas alegrias
diluídas em espirais.
Vida, vida, volta e ida,
profundidades abissais,
reencontros-corações,
silêncios sem finais.
O céu é festa em azul:
para onde fogem os pássaros
quando a guerra os assusta?
E esses peixes frente a mim,
prisioneiros de aquário?
Não devia ser assim:
lembram mares e rios,
saudades de tempos sem fim.
Virá a estrela do oriente
piscar suas pálpebras sobre o continente.
A ousadia da paz é tudo,
diminuto grão de areia,
desejo íntimo de todos....

Por que esta solidão inesperada
e esta arte de falar sozinho,
sempre buscando nas beiradas
das nuvens um sol para ninho?

 

Milton Ximenes Lima





 


 

 




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