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CLARO SOL
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Tive sóis...
muitos.
Tantos que
poderiam ofuscar-me os olhos
não fossem tuas mãos em concha
a proteger-me em bemóis
de escalas em harmonia.
E eram claras,
muito claras
as manhãs de vento sul.
Agora,
tantas areias depois,
esqueci-me como faço
para acender tua memória,
nestes céus opacos.
Desaprendi a tocar no vento
as músicas que embalavam
minhas flores
e as Ave Marias...
Estou à espera
de um sinal,
de um acenar.
Estou à espera de um simples
traço que me dê o ponto final
Odete Ronchi Baltazar |