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Em Marcha...
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Da forma palaciana sou paisano
Em meio à marcha fúnebre do servil
Sem servir de nada olhar do pano
No tom verde da esperança senil
Da fome amarela ganho bolsa
Em descaso caso da impaciência
Na caridade posta e insulsa
Do azul desbotado na dormência
Sem ter do berço em reza de terço
Na fé perdida do peito abatido
Em passos truncados no desmereço
Com o olhar cabisbaixo do ser manco
Visto o nu do verbo desmerecido
No real da Pátria, em preto no branco
Levanto da voz e falo na urna!
Ramoore
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Dizer do poeta é usar da pena com pena de confessar o pecar
na liberdade. E usando do livre arbítrio, confesso do escrever buscando da arte
fazer arte. Não me prendo a estilos literários, sempre em meus versos, deixo da
alma poética tomar as rédeas da ação. E, em reação da consulta constante ao Pai
dos Burros (dicionário), procuro dizer da coerência.
Escrevo há algum tempo, desde os tempos da adolescência. Agora, chegando à
terceira idade, creio que da liberdade, consigo separar usos e abusos. Às vezes,
usando de versos em diversos temas, esclarecemos, ou criamos dilemas. Mas,
mantemos a verdade de mostrar da vida, a vida em poesia.
Nome: Renato Alberto Moore
Idade: sessenta anos a completar em outubro deste ano.
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