Renato Alberto Moore


 

Atualizado em 06/10/2007
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Cativo...

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Deixo do discurso correr em curso
Da intemperança subordinada
Quando julgas conhecer o percurso
De meus pés pisando encruzilhada

Ouço da vida em meu aprendizado
Fora da realidade compassiva
Dos seres viverem lado a lado
Com mãos encontradas na deriva

Faço das linhas sem perder o ponto
Em cada emenda sem a remenda
De tua intromissão em contraponto

Firmo de minhas ações na escrita
Desprezando da tua dita comenda
Não temo da mente ficar contrita

Em meus pensamentos libertos no ar!

Vivo não importando tuas utopias
Como presas de um falso compasso
Em notas feitas do som que assovias
Na indiferença de um perpasso

Olho da forma piegas de teu olhar
Do não saberes conter da repressão
Imitas ao leigo sem ter mãos a dar
E de longe veneras má impressão

Sinto de tua cara a cara de espanto
Em boca de favas apontas falhas
Com o riso represo no ataranto

Vejo no desencanto o aparvalhar
De teus conceitos feitos em migalhas
Escondidas por não saberes amealhar

De vidas detidas procuro libertar!

Desvio do desvio estigmatizado
Junto à premonição do errante
Andar a margem do eterizado
No conflito de rugido alarmante

Fujo de teu conceito na luz do dia
Em tramas escusas ao ter direitos
Fazes do açoite calar rebeldia
Nascida na noite de imperfeitos

Nego do juízo ariano ser lícito
De teus dizeres ficam simulações
Em fato renegado ao proscrito

Creio teres da hipocrisia a resposta
De meu sim não amedrontar de prisões
Foges da realidade sem aposta

De cartas marcadas de reis e damas!

Jogo do destino o ás de ouros
Como demérito de tua pretensão
No poder recolher de falsos louros
Proclamando engodo na inversão

Tiro de meu retiro viver na rua
Sem embaralhar de tuas artimanhas
Não temo ameaças do sentar a pua
Como prova de garras em sanhas

Faço do jargão mostrar arrogância
Nas maneiras estudadas de meios maus
Com disposições da intolerância

Ouso de meu canto no meu relento
Enfrentar valetes de espadas e paus
Em copas nascidas do sentimento

A vida cumpre mostrar igualdade!

Ajeito de meu jeito meio sem jeito
Das palavras traduzirem verdades
Dos trejeitos sujeitos a preconceitos
Com lavras frias na autenticidade

Livro minha alma de tua má ação
No diário cancelo do manuscrito
Guardo na lua os ciclos em mutação
Fico calado no que acredito

Rio quando no sol usas da peneira
E pareces feito um tabuleiro
Com pedras dispostas sem ter maneira

Findo de meus versos e faço reverso
Em tratos sem retratos sou matreiro
Colho e planto do mesmo universo

No cativeiro fico em espelho!


Ramoore