Ano 22 - Semana 1.143


O medo de errar é, no mais das vezes, o medo da verdade. Hegel, (1770-1831) filósofo alemão, representante do Idealismo Germânico.




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1º de outubro, 2019

 

Papo dispersivo sobre a paixão

Artur da Távola


As pessoas amam muito mais a expectativa do amor possível que o amor propriamente dito.

Daí a intensidade dos impulsos bloqueados, impedidos de expansão e movimento na direção do objeto amado. Os ‘‘grandes amores’’ da literatura são grandes não por serem amores, mas por serem impossíveis. Os grandes amores da vida real só quem sente é que sabe. A impossibilidade de dimensionar um impulso afetivo carrega de energia a fantasia. E essa se encarrega de dar dimensão ao que o exercício da relação talvez tirasse.

Na paixão impossível só estão as projeções do que idealizamos, pretendemos ou não conseguimos viver em nosso cotidiano. Daí ser fácil entender sua força, sua obsessiva presença na cabeça dos enamorados. É por isso, aliás, que só é musa quem é inatingível. Case-se com a sua musa e acordará com uma jararaca... Case-se com quem ama e será feliz.

Quer se ver livre de uma paixão colossal? Vá viver com a pessoa objeto da paixão (observem, por favor, que não estou usando a palavra amor). Aliás já está nos clássicos e mesmo antes deles, nos antigos, quando diziam que ‘‘A conquista enobrece e a posse avilta’’. Ou como dizia Goethe: ‘‘Nas batalhas da paixão ganha aquele que foge’’.

Quantas vezes as relações humanas terminam ou se interrompem sem terem esgotado o potencial de possibilidade adivinhadas, intuídas, sentidas. Aí, o que não se esgotou clama por vir à tona e muitas vezes ameaça ocupar (e às vezes ocupa, efetivamente) todo o ‘ego’. Não é por outra razão que o apaixonado é o maior dos egoístas. Ao dedicar tudo ao objeto da paixão, está é alimentando a própria necessidade seja de sofrimento, de idealização, de felicidade ou de fantasia. Entupido de impossibilidade, ele clama. E a isso muitos chamam de amor. Mas amor é coisa muito diversa. Amor não clama nem reclama: amor dá.


 

 

Feng Shui

HALL E PORTA PRINCIPAL

 


Duilla Lima


A porta principal de uma residência é um dos aspectos mais importantes a ser analisado dentro do Feng Shui. É por ela que a casa recebe a energia que vai alimentá-la, e dependendo de sua localização poderá ser benéfica ou não. A porta principal determina em muitos casos a “sorte” da pessoa. É necessário um estudo mais profundo para avaliar essa energia. A técnica usada para esta finalidade se fundamenta na Escola da Bússola. Além deste estudo, é necessário procurar por outros fatores que podem ser prejudiciais, como:

1- A porta principal deve abrir-se para dentro da casa, proporcionando um maior fluxo de ar.

2- A entrada não deve abrir-se para quinas de construções próximas. Tente evitá-las colocando um objeto qualquer que funcione como um bloqueador como vasos de plantas.

3- O elevador que abre em frente a sua porta, considera-se que produz um efeito de sucção, ocorrendo então uma perturbação. Neste caso deve se dispor uma barreira qualquer entre as duas portas, como por exemplo um móbile.

4- Não é benéfico ter uma árvore bem em frente à porta de uma casa, bloqueando a entrada, a porta deve estar sempre desobstruída.

5- A porta de entrada não deve ser alinhada à porta de saída, considera-se que assim os ventos benéficos se dissipam.

6- Deve-se sempre usar a porta principal como entrada para residência.

7- O hall de entrada deve ser sempre bem iluminado e desobstruído. Podem também receber objetos bonitos, que chamem a atenção do Chi (Energia Vital).

8- Evite colocar espelhos no hall de entrada, para que a energia não se confunda.

9- O hall de entrada deve ser de fácil acesso e os visitantes devem saber onde ele está, pois uma porta escondida não recebe o fluxo do Sheng Chi (Energia Boa).

10- Sugere-se atenção especial para com o objeto que fica na linha de visão da chegada, este deverá ser cuidadosamente escolhido pois é um símbolo fundamental. Lembre-se que a primeira impressão é a que fica.

 

 

 

O que é o Feng Shui?


Duilla Lima


Feng Shui ou Kan Yu é um sistema analítico desenvolvido através dos séculos e ancorado na mais profunda cultura do povo chinês. Sua origem se perde no tempo e nas longínquas planícies de um país onde a tradição, a ancestralidade, o respeito pela natureza e sua força fazem parte do seu cotidiano.

A prática do Feng Shui é anterior a qualquer sistema religioso e seu desenvolvimento se confunde com uma das principais correntes do pensamento chinês, o Taoísmo. Uma escola filosófica baseada na observação da natureza e na busca da realização humana - ¨ocaminho perfeito¨, denominado Tao. O Taoísmo está ligado a uma compreensão mais filosófica e mística da vida. Uma observação profunda da natureza e das suas leis somada ao desenvolvimento da intuição e da sensibilidade. Essa prática proporcionou aos Mestres Taoístas e conhecimento do Universo e suas leis.

Da filosofia taoísta desenvolveram-se várias práticas como a Acupuntura, O Chi Kun, o Tai Chi Chuan, o Feng Shui entre outras. Todas elas visando o processo de auto desenvolvimento e posteriormente o desenvolvimento para a realização do Tao.

O nome erudito d aprática do Feng Shui é traduzido como céu e terra. Os Mestres de Kan Yu trabalham com o caminho do céu e da terra. O Kan Yu divide-se em Yin Zhai que trabalha com a residência dos mortos, túmulos e enterros. Essa prática é muito usada na China como tradição familiar, onde os mortos aguardam em certos locais a melhor hora e posicionamento para serem enterrados e assim assegurar a seus descendentes até a quarta geração muita saúde e prosperidade. O Yang Zhai trabalha a residência dos vivos, o estudo do magnetismo, das influências do vento e da água, da passagem do tempo, das regras da conduta da terra, seus princípios e fundamentos.

Os ideogramas que representam o Feng Shui são traduzidos como vento e água, que são os elementos mais importantes a serem considerados na escolha do lugar ideal para a habitação. Dizem ser o ponto onde o "Dragão se detém" o lugar onde as plantas crescem e os animais procriam e onde o homem vive com saúde e prosperidade.

O Feng Shui procura pela "paragem do Dragão", investiga na paisagem os caminhos do vento e da água. Dentro desse critério o vento transporta o germe, o chi, o sopro da vida. A água é o receptáculo. Entretanto, o vento forte tem a força da dispersão, afrontando o lugar, deixando-o sem vida, levando embora a energia que gera a vitalidade do local. Sendo assim, a brisa suave traz de volta a vivacidade que nos confere saúde e em consequência prosperidade e a proximidade da água, sempre em movimento, gerariam as condições básicas para se considerar a morada do Dragão.

Existem duas escolas básicas do tradicional Feng Shui:

A Escola da Forma, que estuda o relevo a fim de avaliar sua geografia física. E a Escola da Bússola, que estuda a relação da terra com a pessoa que a habita.

A Escola da Bússola trabalha com várias técnicas que ajudam a diagnosticar um local e sua influência sobre as pessoas, como o Ming Gua ou número natal, que investiga toda a energia no momento do nascimento de uma pessoa, também usa o Método das Oito Casas que se baseia na influência das Nove Estrelas dentro da residência. Essas estrelas estão relacionadas à Constelação da Ursa Maior. Cada estrela com sua energia específica e que atua no homem de modo favorável ou desfavorável. Claro, é necessário um estudo mais profundo para detectar essas influências, porém existem regras que são básicas e que todos podem começar a colocar em prática.

Bem-vindo a esse maravilhoso mundo de tigres e dragões e de energias sutis que nos proporcionam imensa harmonia.


Duilla Lima é consulttora de Fenf Shui

 

 

 

 

 


Direção e Editoria
IRENE SERRA
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