Andréa Abdala Frank


SOB O EFEITO DO STRESS
  
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Segundo pesquisas nacionais e internacionais, idosos, adultos e crianças são suscetíveis ao estresse. O estresse surge quando o nosso corpo reage a um desafio físico ou mental e ninguém está imune aos efeitos nocivos provocados ao organismo. Entre os mais reconhecidos estão o aumento do metabolismo, elevação da pressão arterial, aceleração da freqüência cardíaca e respiratória e aumento dos batimentos cardíacos. O estado de estresse proporciona aumento de adrenalina na circulação sanguínea responsável pela maioria destes efeitos.

A alteracão emocional distorce a realidade, provocando uma sensação prolongada de preocupação ou expectativa exagerada. Falta de ar, taquicardia, ondas de calor, suor, tremedeira e tensão muscular são alguns dos sintomas físicos. O pensamento fica acelerado, exemplificam os psiquiatras.

Normalmente o comportamento alimentar também sofre conseqüências do estresse. Observam-se variações que vão desde a perda da fome, responsável pelo emagrecimento, ao comer de forma compulsiva. Em ambos os casos a inadequação nutricional acontece. Come-se, ou não, obedecendo aos níveis de ansiedade ou apatia.

Como sabemos, não há fórmula mágica para se combater o estresse, mas é possível preparar o organismo, ou até mesmo ajudá-lo fornecendo ao corpo determinados nutrientes.

Preste atenção nesses alimentos:

- Laranja, água de coco, banana, cereais integrais e leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilha) - neles encontramos boas quantidades de potássio. O potássio auxilia na condução dos impulsos nervosos contribuindo para a manutenção funcional do cérebro.
- Pescados - ricos em vitamina do complexo B, equilibram os estados de ansiedade, irritabilidade e oscilações do humor.

- Alcachofra, espinafre e leite (além dos seus derivados) - contêm grandes quantidades de magnésio, essencial na defesa do organismo contra o estresse.

Para aqueles que beliscam quando ansiosos o ideal é que escolham alimentos com baixo valor calórico, evitando balas, doces, salgados e alimentos gordurosos. Nessa hora todo cuidado é pouco e funciona como medida de prevenção à saúde.


Fevereiro/2002
   Andréa Abdala Frank
Nutricionista,
 Prof. do Instituto de Nutrição UFRJ 
a.abdala@uol.com.br  

   



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