Claro que você não
precisa ser vegetariano para apreciar comida vegetariana. Além
de possibilitar a confecção de pratos vistosos e gostosos,
os vegetais também ajudam a diminuir e excesso de consumo
de carne vermelha, que pode prejudicar a saúde. O professor
Yukio Moriguchi, diretor do Instituto de Geriatria da
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e um
dos geriatras mais renomados em nosso país, diz que o ideal
é não ultrapassar a cota de 150/200 g/dia de carne
vermelha. "Não esquecendo as frutas e verduras
(fibras)", ele ressalta.
Uma das
vantagens da comida vegetariana é que você pode (aliás,
deve) misturar vários produtos, conseguindo assim todos os
nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo.
Outro conselho do professor Moriguchi é que, no almoço e
no jantar, a pessoa tenha, pelo menos, dez espécies
diferentes, a fim de que consiga uma alimentação mais
aproximada da perfeita. Exemplos: arroz, feijão, alface,
cenoura etc.
Um dos
mitos ligados à nutrição é o de que o consumo baixo de
carne vermelha (considerando que esta é uma fonte de ferro)
poderia provocar anemia ferro-priva: "A carne vermelha
não é fonte de ferro", diz o professor Moriguchi.
"O arroz, o feijão e a soja também contêm proteínas".
Às pessoas
que, por causa de má dentição, têm problemas para
consumir vegetais, ele faz uma recomendação: "Se a
pessoa não puder comer, por qualquer motivo, frutas e
verduras, por exemplo, é recomendável usar um complemento
vitamínico".
Há 26 anos
no Brasil, o professor Yukio Moriguchi considera a sua mais
alta honra ter sido médico do Papa Paulo VI. Num de seus
numerosos trabalhos, ele comprovou uma diferença de dez
anos a menos da expectativa de vida dos japoneses
moradores no Brasil em comparação com os que vivem no Japão.
Sua conclusão: os brasileiros (sobretudo, gaúchos), comem muita
carne e pouca verdura.