COMO ILUMINAR SUA CASA

Para iluminar sua casa de forma adequada, é necessário usar as lâmpadas e luminárias apropriadas para cada ambiente.

A iluminação pode tornar um ambiente agradável ou não. Tudo depende da quantidade e tipo de lâmpadas e luminárias que você usa e, ainda, da maneira como estão posicionadas no ambiente. Uma boa iluminação pode tornar um local, além de esteticamente aprazível, mais adequado para realizar determinadas tarefas, como estudar, cozinhar ou assistir televisão. Uma iluminação ruim pode acentuar defeitos do ambiente ou deixar a pessoa com a vista cansada.

Além do aspecto funcional e estético, quando se pensa em iluminar um ambiente, é importante também levar em conta a economia de energia elétrica. Tomar alguns pequenos cuidados no dia-a-dia também ajuda na economia. Aqui, você aprenderá a planejar a iluminação de cada ambiente de sua casa; depois, a escolher qual o tipo de lâmpada mais adequado para cada local; e, finalmente, poderá optar pelo modelo mais eficiente e econômico.

A lâmpada adequada

Vários fatores influem na escolha da lâmpada e da luminária, como o ambiente, a atividade a ser realizada no local, o tempo de uso da lâmpada e até mesmo gostos pessoais e estéticos. Por isso, é necessário estudar cada caso separadamente. Veja alguns conselhos.

  • Compre lâmpadas e luminárias que sejam eficientes e adequadas ao ambiente e à atividade que será realizada no local.
  • Lembre-se de que o tipo de luminária influencia no rendimento das lâmpadas. Uma luminária central normalmente não é direcional; por isso, você terá de utilizar mais lâmpadas caso queira iluminar detalhes da sala.
  • Não se esqueça de colocar os refletores das luminárias. Eles melhoram a iluminação, pois concentram a luz na área desejada.
  • Ao escolher o tipo de lâmpada, observe também aspectos estéticos, que podem influenciar no conforto visual. Se você preferir ambientes em que a iluminação tenha tons azulados, use as lâmpadas fluorescentes; caso prefira tons avermelhados, as incandescentes são uma boa opção.

Economia e eficiência

No Brasil, cerca de 30% da energia elétrica gasta em uma residência é utilizada para a iluminação. É possível diminuir este gasto em até 25%, usando lâmpadas eficientes e tomando alguns cuidados para evitar um consumo desnecessário.

  • Verifique se é possível usar lâmpadas de menor potência (60W ao invés de 75W, por exemplo). Não é necessário que a casa fique totalmente iluminada. Lugares de passagem, como corredores, não necessitam de tanta luz quanto uma cozinha.
  • Em locais onde as lâmpadas ficam acesas por mais de duas horas, é melhor utilizar fluorescentes tubulares ou compactas, que são mais econômicas.
  • Já em locais onde as lâmpadas são ligadas e desligadas constantemente, as incandescentes são as recomendadas. Luzes fluorescentes não devem ser usadas em lugares onde sejam acionadas constantemente e por períodos curtos porque isso diminui o seu tempo de vida.
  • Não deixe lâmpadas acesas sem necessidade, mesmo as de baixo consumo.
  • Ao invés de deixar uma lâmpada potente acesa a noite inteira, utilize as sinalizadoras de baixa potência ou incandescentes de 5W.
  • Experimente mudar o lugar e a posição da luminária. Pode-se aproveitar melhor a luz com menos lâmpadas ou potência.
  • Evite pintar os tetos e paredes internas com cores escuras, pois serão necessárias lâmpadas mais potentes para iluminar adequadamente o ambiente. Utilize ao máximo a iluminação natural, aproveitando as janelas do local.
  • Use os dimmers, se necessário – são os dispositivos que permitem controlar a intensidade das lâmpadas incandescentes. O consumo varia proporcionalmente. n Limpe as luminárias e as lâmpadas regularmente, mas não se esqueça de, primeiro, desligar a energia.

Atenção para a posição da luz

A posição da lâmpada pode ajudar ou atrapalhar a atividade que está sendo realizada em um determinado local. Se a luz, por exemplo, atingir diretamente os olhos de alguém que está no local, poderá provocar irritação ou ofuscamento da vista, cansando-o ou irritando-o sem que ele perceba. A iluminação também pode mudar o ânimo das pessoas. Existem algumas regras básicas para evitar esse e outros tipos de problemas.

  • Lembre-se de que a luz refletida incomoda a visão.
  • Não assista a televisão no escuro, pois o contraste entre a tela luminosa e a vizinhança escura cansa os olhos.
  • Em grandes ambientes, é recomendável fazer a iluminação por setores, para você não ter que acender todas as luzes de uma vez.
  • Pode-se criar efeitos com a luz. Por exemplo, um ambiente pode parecer maior do que realmente é se a luz for direcionada para as paredes e não para o centro do local. Uma iluminação direta acentua sombras e irregularidades e destaca mais os objetos. Já a indireta é mais suave, mas não é adequada para atividades que exijam acuidade visual.
  • Em alguns lugares de um ambiente – como mesas de refeições, objetos de arte e locais para leitura e estudo – uma iluminação pontual, com abajures, spots ou luminárias, pode ser mais interessante do que uma luz central forte para todo o cômodo. Nesses casos, é preferível instalar uma luminária apenas sobre o local de uma determinada atividade.
  • Cuidado para não colocar lâmpadas que aquecem muito próximas de locais facilmente inflamáveis, como tecidos.

ILUMINANDO CADA AMBIENTE

Para cada cômodo da casa, podem ser usados tipos diferentes de lâmpada e luminária. Em ambientes combinados (por exemplo, cozinha com sala de jantar, quarto com sala de estudos), a dica é usar luminárias pequenas ou iluminação localizada para cada atividade.

1-Sala de estar
Este é um local onde, normalmente, várias atividades são realizadas e as luzes ficam acesas por longos períodos. Neste caso, é aconselhável usar lâmpadas compactas ou tubulares. Você pode ainda optar pelas incandescentes, caso não goste de luz com tons mais frios. E abajures ou luminárias, se quiser também obter iluminação localizada.

2-Banheiro
Neste ambiente, as lâmpadas normalmente ficam acesas por períodos curtos e são acionadas freqüentemente. Por isso, prefira as incandescentes. A luminária deve ser resistente à umidade. Um alerta: se você está com baixa auto-estima e não gosta da sua imagem no espelho, a causa pode ser a iluminação. O segredo é iluminar seu rosto em vez do espelho. Lâmpadas incandescentes com bulbo leitoso de baixa potência nos dois lados do espelho não irritam a vista e eliminam sombras.

3-Dormitório
Para escolher o melhor tipo de lâmpada para este ambiente, é necessário saber quantas horas por dia elas ficam acesas. Se não for muito, é melhor usar as incandescentes; caso contrário, prefira as fluorescentes. Você pode também usar luzes localizadas perto da cama (abajures, por exemplo), caso tenha o costume de ler antes de dormir. Luzes direcionadas para o guarda-roupa também podem ser úteis. Lembre que, no quarto de crianças pequenas, deve haver sempre mais luz, pois é o lugar onde elas normalmente brincam.

4-Cozinha
Neste ambiente, você pode usar as fluorescentes tubulares grandes. É recomendável também usar luzes localizadas em locais como pia, bancada ou mesa, onde são feitas, normalmente, atividades que requerem muita atenção, como desossar um frango ou picar salsinha.

5-Corredores
Estes locais não necessitam de uma iluminação forte, pois são áreas de passagem, e as lâmpadas ficam acesas por longos períodos. As fluorescentes compactas de baixa potência são as mais adequadas.

6-Escritório ou sala de estudos
Neste local, é necessária uma iluminação mais potente e uniforme. Por isso, prefira lâmpadas fluorescentes, principalmente as tubulares. A recomendação vale ainda para o quarto, se este for usado também como sala de estudos. Cuidado com reflexos e clarões nas superfícies de trabalho, que causam fadiga nos olhos.

7-Exterior
Se, neste local, as lâmpadas normalmente ficam acesas a noite inteira, utilize as fluorescentes. Você pode usar também sensores de luminosidade ou temporizadores, que desligam automaticamente a lâmpada quando o dia clareia. As luminárias devem ser à prova de umidade e água. Se forem utilizados sensores de movimento ou minuterias (lâmpadas que ligam e desligam constantemente, como as que existem em muitos prédios), prefira as incandescentes.

Como funcionam

Em uma lâmpada incandescente, a corrente elétrica passa por um filamento de tungstênio, que aquece a uma temperatura entre 2.600 e 3.000 graus Celsius, emitindo calor e luz. Quanto maior a temperatura do filamento, maior será a proporção de energia irradiada como luz; por isso, maior será a eficiência da lâmpada. Em outras palavras, haverá mais luz com o mesmo consumo de eletricidade. O bulbo (a parte de vidro) pode ter vácuo ou ser preenchido com um gás inerte, geralmente o nitrogênio, para evitar que o filamento queime.

Já a lâmpada fluorescente funciona de modo completamente diferente. É um tubo com revestimento interno de um pó fluorescente (geralmente de fósforo), preenchido com um gás inerte (argônio) e uma pequena quantidade de vapor de mercúrio. Em cada extremidade do tubo estão eletrodos ligados a filamentos. Quando a lâmpada é acionada, os filamentos aquecem o gás, que libera íons, formando um plasma condutor de eletricidade. Este plasma emite radiações ultravioleta, que são convertidas em luz branca ao se chocar com o revestimento. Neste tipo de lâmpada há ainda um reator e um starter. Este último faz com que o filamento seja ligado e desligado assim que o gás é aquecido, enquanto o reator limita a corrente que passa pelo gás. Alguns reatores já possuem um circuito que funciona como starter (são os chamados reatores de partida rápida), porém não desligam o filamento, o que faz com que a vida útil da lâmpada seja diminuída. Em compensação, a lâmpada é acionada mais rapidamente. As fluorescentes que têm esse dispositivo embutido são as compactas.

 

Artigo baseado em informações do Idec

 

         
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