Ano 9 - Semana 454
 



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10 de dezembro, 2005
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Lenços e Lençóis Brancos


Havia
um rapaz muito trabalhador que divergia de seus pai na forma de administrar a empresa que tinham juntos. 

Os desentendimentos passaram a ser cada vez mais freqüentes até que,  certo dia, em meio a uma discussão maior, resolveu sair de casa.

Sua mãe pediu:
— Meu filho, não vá. Vocês vão esquecer essa discussão, isso é passageiro.

O rapaz retrucou:
— Vocês não me amam! Ele não permite que eu cresça na firma. Vou embora daqui!

O rapaz montou o seu próprio negócio e muitos anos se passaram. Ele se casou e teve dois filhos.

Um dia, quando as crianças estavam brincando, o mais velho lhe fez uma pergunta:
— Papai, nós só conhecemos o vovô e a vovó, os pais da mamãe. Você não tem pai nem mãe como nós?

Naquele instante, o rapaz resolveu rever seus ideais. Pensou numa reaproximação com os pais. Então, escreveu uma carta:

— Oi, papai! Oi, mamãe! Estou casado e tenho dois filhos. Não sei se depois desses longos anos vocês ainda têm vontade de saber de mim. De qualquer forma, estou indo visitar vocês com minha família. Se quiserem me ver e conhecer os seus netos, coloquem um lençol branco na cerca ou no muro da casa, onde eu possa ver. Estarei indo de trem, aquele que passa bem em frente à casa de vocês, assim eu saberei se posso chegar ou não.

O rapaz arrumou as malas e as crianças e pegou o trem. Estava muito nervoso, ansioso para rever seus pais. Pensava: “Será que eles receberam a carta? Será que querem me ver? Será que estão vivos?

Quando chegaram numa estação anterior à de seu destino, o rapaz não conseguia mais se conter. Algumas lágrimas já teimavam em rolar pela face. A ansiedade aumentava. O trem partiu e o rapaz se pendurou na janela como fazia quando era criança. Estava louco para chegar. Com a voz trêmula e embargada falou para os filhos:

— Após esta curva conseguiremos ver a casa do vovô e da vovó!

O trem terminou a curva e eles conseguiram ver a casa. Estava coberta de lençóis brancos – nas cercas, nos muros e nas janelas. E o mais comovente, um casal de velhinhos acenando com lenços brancos para o trem.



Se pudéssemos ser jovens duas vezes e velhos também duas vezes, poderíamos corrigir todos os nossos erros...

 

 


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Direção
IRENE SERRA
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