Isabella Grandi Silva

Vacinação
de pessoas da terceira idade


No envelhecimento ocorrem modificações funcionais e principalmente imunológicas. Conseqüentemente, tais modificações predispõem o idoso a uma maior suscetibilidade a doenças infecciosas, como gripe e pneumonia. Por isso a importância da vacinação.

A gripe apresenta como causa um vírus específico, que é o "influenza"; o qual provoca mal estar geral, dor de cabeça, febre, dor muscular e congestão nasal. Já o resfriado é um processo inflamatório causado por vários tipos de vírus e provoca dor de garganta mais leve e coriza.

Aproximadamente 10% da população brasileira tem gripe anualmente. Sendo que 20% da população de idosos é afetada. Essa informação é seguramente fornecida com maior exatidão pelo Instituto Evandro Chagas, onde existem virologistas com soberania no assunto, como o Dr. Wyller Mello.

A vacinação pode ser feita em qualquer faixa de idade, entretanto, por ser a 3a idade o segmento de maior vulnerabilidade, a prevenção neste grupo deveria ter uma maior assistência. Mas, infelizmente, nossas autoridades responsáveis pela saúde sanitária ainda estão adormecidas para essa questão preventiva. A distribuição demográfica neste breve final de século é de 1 em cada 20 brasileiros com 65 anos ou mais. Então, não é difícil prever este impacto epidemiológico. Vale citar que mesmo após o advento do antibiótico, a mortalidade por pneumonia pouco se modificou nos últimos 30 anos.

Atualmente é consenso que os idosos devem receber imunizações periódicas contra gripe, pneumonia e tétano e a vacinação contra hepatite B para aqueles grupos de risco.

Os idosos também apresentam reações a estas vacinas, como qualquer uma pessoa que se vacine. Para cada vacina existem reações esperadas, desde desconforto no local da vacina, à febre e dor de cabeça.

Pela Organização Mundial de Saúde, a vacinação anual da gripe deve ser no período de pré-inverno ou durante o inverno.
Já a vacina contra a pneumonia é realizada a cada cinco anos em idosos imunocomprometidos, idosos institucionalizados, portadores de doenças crônicas e os submetidos à esplenectomia.
A imunização contra o tétano é recomendada a idosos que não foram adequadamente vacinados ou que apresentam uma história desconhecida de vacinação. Existe um protocolo específico para cada vacina.

O idoso no nosso Estado não é um fato econômico sério. O que é considerado dispendioso se um idoso acamado representa um per-capita mensal de R$ 53,02? O IBGE diz que o Rio de Janeiro é o segundo estado de maior contingente de idosos. Mesmo assim nossa situação além de caótica é marasmática. Que atitude nossos governantes estão tomando frente a esta realidade? Infelizmente, a questão da velhice aqui ainda está carente de recursos e programas.

A Dra. Isabella G. Silva é pós-graduada pela PUC
Fonte: Ciência & Saúde

 

         
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