MEDICAÇÃO SOBRE PRESSÃO


Foi realizado um estudo multicêntrico, em várias universidades americanas, que reuniu 875 homens e mulheres, com idade variando de 60 a 80 anos, que estivessem tomando pelo menos uma droga anti-hipertensiva. Foram divididos em dois grupos independente do sexo: grupo A formado de 390 pessoas não obesas a quem foi solicitado que reduzissem a ingestão de sal para 1800 mg ou menos, por dia, ou se não quisessem fazer esse regime, pelo menos reduzissem o uso do medicamento, após 3 meses e, o grupo B formado por 585 pacientes obesos, a quem também foi proposto a redução do sal, além do que a proposta de que poderiam perder ao menos 4,5 kg ao invés de diminuir o sal, ou se não quisessem fazer a dieta de emagrecimento pelo menos reduzissem o medicamento em três meses.

Essas 875 pessoas tinham a pressão arterial de 145 por 85 mmHg e depois de 15 a 36 meses foram reexaminadas e analisadas buscando-se os seguintes dados: se a hipertensão aumentou ou se surgiu um problema cardíaco mais grave.

Os pacientes que fizeram a redução do sal tiveram 31% menos riscos de ter um problema grave nas artérias do coração ou do cérebro, comparados àqueles que não modificaram sua alimentação.

Os pacientes que só perderam peso tiveram uma redução de 30% do risco de ter algum problema arterial. Mas, quem fez os dois procedimentos, reduzir o sal e o peso, teve 53% de redução no risco, mesmo retirando o medicamento.

Os autores afirmam que esse é um processo que pode ser utilizado, em certos pacientes com hipertensão leve e, que ficaram livres de tomar medicação.

Outra afirmação do trabalho é que as pessoas estão ingerindo mais sal na comida porque 80% do consumo diário vem das comidas preparadas, por isso deve se pedir a colaboração da indústria de alimentos.


Fonte: Revista de Atualização Médica

 

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