ANEMIA


A anemia é uma doença comum em pessoas que praticam dietas pobres em ferro ou que simplesmente não produzem glóbulos vermelhos em quantidade suficiente. Cansaço, fraqueza ou falta de ar podem ser sintomas indicativos de anemia.

Esta doença de sangue é caracterizada pela diminuição dos glóbulos vermelhos, ou mais precisamente pela redução da quantidade de hemoglobina presente nesses glóbulos. Todos estamos sujeitos a uma anemia, porque esta doença não escolhe sexo, idade ou raça. 


No entanto, algumas pessoas são mais propensas a serem anêmicas, como é o caso dos alcoólicos e dos vegetarianos. No caso dos alcoólicos, a anemia deve-se ao fato de estes terem deficiência de ácido fólico. Já os vegetarianos podem ter anemia devido a uma alimentação desequilibrada, que apresente um déficit de certos nutrientes. 

Se não for devidamente tratada, a anemia pode comprometer o transporte dos glóbulos vermelhos aos diferentes órgãos e sistemas biológicos, provocando assim um funcionamento deficitário do organismo. É por esta razão que muitas vezes as pessoas anêmicas se cansam muito facilmente, podendo apresentar sintomas como tonturas ou palpitações ou, nos casos mais graves, dores no peito, que são o reflexo de uma má oxigenação do coração.

Fala-se de anemia quando a concentração em hemoglobina é inferior a 13 gramas por 100 ml no homem e 11 gramas por 100 ml na mulher.
Existem diversos tipos de anemias, sendo a mais conhecida a anemia por carência de ferro, de que falaremos mais à frente.

Um tipo de anemia freqüente é a anemia perniciosa, um tipo grave que ocorre devido à má absorção digestiva da vitamina B12 fornecida pela alimentação.
Igualmente freqüente, a anemia hemolítica está associada à destruição excessiva de eritrócitos no sangue e que provoca a doença.

Quando a produção dos percursores dos eritrócitos é insuficiente e associada à diminuição da produção de outras células no sangue, estamos perante a anemia aplástica.


Como se detecta 


Esta deficiência só é detectada através de análises ao sangue, onde é feita a contagem dos glóbulos vermelhos e também a dosagem de hemoglobina, sendo de concluir, portanto, que muitos casos estejam ainda desconhecidos. 

Para o seu diagnóstico, também é útil fazer exames de fezes e urina para detectar se há perda de sangue pelo intestino ou pelos rins. Em casos mais severos, como o cancro, o médico poderá recomendar um exame da medula óssea, para ver se a produção de sangue está normal ou não.

A anemia não deve ser considerada uma doença mas sim um sinal de alerta que deve ser estudado. Muitas vezes, este estudo permite identificar uma doença que, de outra forma, poderia passar despercebida durante algum tempo. 

As causas da anemia são muito variadas. Podem ser graves, como por exemplo uma úlcera ou um câncer do estômago que sangra sem que o doente se aperceba, ou podem ter tão pouca importância como ser a tradução de que uma mulher tem perdas menstruais ligeiramente superiores à sua capacidade de produção de novos glóbulos vermelhos. 

A falta de ferro e de vitamina B12 são também causas comuns desta deficiência.
Existem casos em que é o próprio organismo das pessoas que procede à destruição dos glóbulos vermelhos sem causa aparente. É a chamada anemia auto-imune. Se o problema estiver na formação dos glóbulos vermelhos pela medula óssea então estamos perante um caso de anemia aplástica, onde se verifica uma falta das células que iriam dar origem aos glóbulos vermelhos.


Um tratamento para cada causa


Dentro deste quadro resta-nos salientar que o tratamento para a anemia baseia-se na causa desta. Ou seja, quando o problema é falta de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, basta suplementar esses elementos na sua dieta ou através de comprimidos. A absorção de ferro é ainda melhor se for adicionada vitamina C ao tratamento. Nas anemias severas pode optar-se por uma transfusão de sangue. Nos casos de anemia auto-imune, pode-se usar drogas imunosupressoras para melhorar os sintomas. 

Se você é uma pessoa que está dentro destes quadros, aconselhamos uma reforma na sua alimentação. Opte por uma dieta rica em ferro. Para isso, é necessário comer alimentos como carne de vaca, peixe, frango e gema de ovo. Os grãos como soja, feijão, lentilha, ervilhas e grão-de-bico também são muito ricos em ferro. Adicionar verduras tais como espinafre, brócolos, couve e outras verduras com folhagem verde mais escura, é outro conselho.


Quem com Ferro trata...


O ferro é, pois, a chave do problema, ou, pelo menos, parte da solução. No organismo, existem cerca de 4 gramas de ferro, estando a sua maior parte (60-70 por cento) na hemoglobina e a restante é armazenada na forma de ferritina ou hemossiderina na mucosa intestinal, fígado e medula óssea.

As necessidades diárias de ferro variam em função da idade, do sexo e do estado (ver quadro). Por exemplo, uma mulher grávida precisa do dobro (30 mg) da quantidade de ferro que uma mulher entre os 11 e os 50 anos.

A falta de ferro pode aumentar a absorção de outros elementos como a do manganésio e do cobalto, conduzindo a toxicidade destes.

Também o excesso de ferro no organismo pode conduzir a vários problemas. Quando em excesso, o ferro é armazenado no fígado, rins, coração e outros órgãos.

As intoxicações de ferro são uma situação freqüente nas crianças, daí que deva haver uma precaução especial com os medicamentos, já que ocasiona problemas gastrintestinais com dor, vômitos com ou sem hemorragias e diarréia.

O tratamento desta situação deve ser iniciado pela indução do vômito com xarope de ipeca, seguida de lavagem gástrica com solução de bicarbonato de sódio e administração de um agente quelante do ferro.

 

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