Mal de Alzheimer


A Doença
É um distúrbio irreversível (por enquanto) do cérebro, cujas células se deterioram progressivamente provocando o envelhecimento do cérebro. É a degeneração dos neurônios. É uma doença lenta, progressiva, apresentando alterações significativas da memória recente, do aqui agora e mais tarde outras alterações como:
- A incapacidade de raciocinar, de compreender, de fazer juízo crítico das coisas, da dificuldade de percepção dos órgãos dos sentidos, motora, comunicação, confusão mental.

Alzheimer faz diminuir a capacidade da pessoa de se cuidar, da higiene, do vestuário, de gerir sua vida emocional e profissional, não sabendo escrever e nem fazer continhas elementares.

Qual a Causa
A causa da doença de Alzheimer ainda não é conhecida pela ciência.
Existem várias teorias, porém de concreto, aceita-se que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).

Quadro Clínico
A dificuldade de memória é geralmente a primeira e principal queixa do paciente. O primeiro tipo de memória a ser afetada é a memória recente onde são esquecidos recados e trajetos habituais. Nesta fase a depressão pode existir porque o indivíduo está consciente que algo de errado está acontecendo.
À medida que a doença avança, fica evidente a dificuldade de fixação de material recente, alterações de linguagem e práticas.

Sintomas
No começo, são os pequenos esquecimentos, normalmente aceitos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que vão se agravando gradualmente.
Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passam a apresentar alterações de personalidade, com distúrbios de conduta e terminam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos, quando colocados frente a um espelho.
À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação se inviabiliza e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares do cotidiano como alimentação, higiene, vestir, etc...

Diagnóstico
Não há um teste específico que estabeleça de modo inquestionável a presença da doença.

O diagnóstico certo só pode ser feito por exame do tecido cerebral obtido por biopsia ou necropsia. Desse modo, o diagnóstico provável é feito excluindo-se outras causas de demência (depressão e perda de memória associada à idade), exames de sangue (hipotireoidismo, deficiência de vitamina B, tomografia ou ressonância (múltiplos infartos, hidrocefalia) e outros exames.

Existem alguns indicadores, geralmente identificados a partir de exame de sangue, como a apolipoproteina E (APOE), cujos resultados podem mostrar chance aumentada da doença de Alzheimer, e são úteis em pesquisa, mas não servem para diagnóstico individual.

É claro que isso não impede que indicadores mais sensíveis venham a surgir no futuro.

Tratamento
O tratamento da doença, tem dois aspectos:
O primeiro, que trata de alterações de comportamento como agitação e agressividade, do humor como a depressão, que não devem ser feitos apenas com medicação, mas também com orientação de diferentes profissionais da saúde.

O segundo, é o tratamento específico com drogas que podem corrigir o desequilíbrio químico no cérebro como a Tacrina, Revastigmina, Donepezil, Metrifonato, Galantamina, etc...
Este tratamento funciona melhor na fase inicial da doença e o efeito é temporário, pois a doença de Alzheimer continua progredindo paulatinamente.  

Cuidados Gerais
As atividades da vida diária incluem caminhar, vestir-se, banhar-se, comer, cuidar da casa dentre outros. Os sintomas do Mal de Alzheimer associado, interferem na vida do paciente, incapacitando-o de realizar tais tarefas ou causando-lhe dificuldades. Algumas sugestões práticas podem ajudar o doente a se manter mais independente, como veremos a seguir.

Os tapetes aumentam o risco de queda e, por isto, estes devem ser evitados ou fixados ao chão; as rodas nos pés da mobília devem ser removidas, pois objetos que deslizam no chão não são bons pontos de apoio; sapatos e outros objetos não devem estar no chão. Uma cadeira com braços e acentos firmes é importante porque o paciente pode sentar-se para terminar de vestir-se. Esta cadeira, a cama do paciente e o vaso sanitário não devem ser baixos para facilitar o levantar e sentar do paciente. Lâmpadas de pouca luminosidade devem ser instaladas perto da porta do quarto, no corredor que leva ao banheiro e outros pontos para evitar acidentes. Pisos ou tiras antiderrapantes devem ser colocados no banheiro, cozinha e área de serviço para se evitar quedas e, para os homens, um barbeador elétrico é mais seguro devido ao tremor das mãos.

A força e coordenação motora estão comprometidas e podem complicar o simples ato de colocar ou vestir roupas e, por isto, devem ser escolhidas roupas que sejam fáceis de manusear, sendo largas e elásticas, devendo ser evitadas camisas e blusas que tenham botões nos punhos. Roupas que fechem pela frente são mais fáceis de usar e devem ser colocadas na ordem que serão vestidas.

Talheres com cabos maiores são mais fáceis de segurar e os alimentos devem ser cortados em pequenos pedaços. Canudos de plástico ajudam, ao paciente com tremor, a beber e, para que seja evitado que os pratos e travessas deslizem, deve ser colocados embaixo destes uma toalha úmida.

Para que o paciente mantenha a capacidade de caminhar, bengalas podem ser utilizadas para compensar perdas de equilíbrio ou até mesmo deve ser utilizado um andador. Os corredores devem estar livres de obstáculos e maçanetas em forma de alavanca são melhores que as redondas.

O que pode ajudar
A grande arma para enfrentar essa doença, é a informação associada à solidariedade.

À medida que os familiares conhecem melhor a doença e sua provável evolução, vários recursos e estratégias podem ser utilizadas com sucesso.

É fundamental que os familiares saibam que sempre há algo a fazer, sempre é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.

Existem doenças incuráveis, porém não existem pacientes "intratáveis".

Como afeta a família
A doença de Alzheimer afeta os familiares de modo devastador.

As dúvidas e incertezas com o futuro, a grande responsabilidade, a inversão de papéis onde os filhos passam a se encarregar dos cuidados de seus pais, além da enorme carga de trabalho e sobrecarga emocional, acabam por gerar no meio familiar intenso conflito e angústia.

A sensação de estar só, isolado, desamparado e a inevitável pergunta: "por que isso está acontecendo comigo?", submete os cuidadores à enorme pressão psicológica que vem acompanhada de depressão, estresse, queda da resistência física, problemas de ordem conjugal, etc...

 

Fonte: Alzheimer’s Page
www.alzheimer-net.hpg.com.br 
Ana Lima, jornalista 

 

 

 

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