Fernando Mineiro


"Tenho a Síndrome do Pânico, mas ela não me tem!"
 



Tenho recebido mensagens e cartas, pedindo-me que indique o "caminho" de como consegui vencer o Transtorno do Pânico - "TP". De fato, é isso que procuro passar com o título de meu livro. Na verdade, não é bem um caminho, mas sim atitudes em relação à vida e ao TP que devemos tomar. É válido também para outros distúrbios e doenças, ou mesmo para quem quer se dar bem com a vida. São essas as atitudes que tomei:

Procure um(a) psiquiatra de sua confiança, que esteja disposto a lhe ouvir e que se preocupe em descartar outras doenças ou distúrbios, solicitando exames laboratoriais e clínicos, antes de lhe dar o diagnóstico final.

Confirmado o diagnóstico de portador do TP, admita ser um portador de um distúrbio químico e não um doente.

Conheça com profundidade o seu distúrbio. Transmita esse conhecimento para seus familiares e amigos. O apoio dessas pessoas será fundamental para o sua cura ou controle. O preconceito existe devido à falta de conhecimento, ele é o seu maior inimigo.

Faça uso dos medicamentos receitados (antidepressivos e tranqüilizantes) pelo tempo que seu psiquiatra indicar, sem interrupções, mesmo que sinta algumas reações adversas suportáveis. Não existem medicamentos que não as tenha. Se não se adaptar ao medicamento, converse com seu psiquiatra para substituí-lo. É comum isso acontecer, pois a medicação para o TP é muito pessoal.

Caso desenvolva agorafobia, procure um(a) psicólogo(a) para que lhe seja aplicado a Terapia Cognitivo Comportamental, a mais indicada para o TP.

Caso queira fazer algum tratamento alternativo, faça-o, mas não abandone o tradicional. Informe antes o seu psiquiatra a respeito. Mesmo sendo medicamentos naturais, podem interagir com os alopáticos provocando conseqüências desastrosas. Não se auto-medique.

Seja prudente, mas nunca retroceda diante de uma situação que lhe cause medo. "Só se vence o medo se expondo a ele"

Quando em crise, não lute contra ela, apenas observe. Toda crise tem início, meio e fim, dura poucos minutos. A intensidade e duração da mesma é diretamente proporcional à sua tensão. Quanto mais aflito você ficar, mais tempo irá durar e mais forte ficará. Mude sua respiração torácica curta e rápida para abdominal (diafragmática) longa e pausada.

Não se preocupe quanto à cura, ela virá com o tempo, mas se não acontecer, não terá importância, o controle já é suficiente e não lhe limitará em nada.

Faça um check-up anual. Isso lhe dará mais tranqüilidade para não relacionar os sintomas do TP com problemas cardíacos ou outras doenças.

Tenha sempre em mente: O TP não mata. Não existe registro na medicina de mortes provocadas por ele.

Faça caminhadas diárias para ter o benefício da liberação da endorfina, um hormônio que irá contribuir para a redução da ansiedade e depressão. Você terá também outros benefícios, tais como: diminuição da osteoporose ou retardo no seu surgimento, aumento de sua capacidade cárdio-respiratória, do bom colesterol (HDL) e diminuição do ruim (LDL) .

Tenha uma alimentação sadia. Procure alimentos de fácil digestão e que não agridam a parte gástrica, já muito prejudicada pela ação da ansiedade. Dê preferência pela carne branca. Ingira dois litros de água por dia.

Procure sempre mentalizar pensamentos positivos. "Somos o que Pensamos e acreditamos ser"
Nossa mente grava tudo que lhe enviamos e trabalha para que tudo seja realizado. Seja otimismo acima de tudo. Em todo negativo há sempre o lado positivo.

Viva um dia de cada vez. Esqueça o ontem, ele não poderá ser alterado. Só pense no amanhã quando ele se tornar "hoje".

Procure ver filmes e programas de TV que não causem ansiedade excessiva.

Durma o tempo que seu organismo necessita. Esse tempo é variável. Se você acordar descansado e tranqüilo, esse será o seu tempo.

Mantenha sua auto-estima sempre em alta, valorizando-se ao máximo. Pela manhã, mire-se no espelho, dê um belo sorriso, um abraço em si mesmo e diga num bom tom: "sou a pessoa mais importante desse mundo, sou único, não existe outro igual! Isso não é egoísmo nem narcisismo. Uma pessoa que esteja com a auto-estima alta tem tudo para ser feliz e próspero, dessa forma, poderá ajudar outras pessoas. "Dois sacos vazios não param em pé".

Lembre-se sempre, você é especial!

 


Fernando Mineiro
Coordenador do GruPan
Grupo de Apoio aos Portadores do Transtorno do Pânico
fmineiro@uai.com.br
Belo Horizonte - MG - Fone/Fax: (0XX31) 3487-2669
Autor do livro: "Tenho a Síndrome do Pânico, mas ela não me tem!"
http://www.gold.com.br/~mineiro e ou http://gold.br.inter.net/mineiro


   

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