Ano 16 - Semana 844
 



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     14 de junho, 2013
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Síndrome da Fragilidade:
                                       novo conceito em saúde do idoso

 


A Organização Mundial da Saúde classifica cronologicamente o início da terceira idade, começando aos 65 anos em países desenvolvidos e aos 60 em países em desenvolvimento, mas não basta cantar parabéns e apagar as velinhas para se tornar um idoso. “O envelhecimento é um processo que pode começar antes dos 60 anos”, afirma o dr. Abrão José Cury Jr, clínico geral e cardiologista.

Existem mudanças físicas e emocionais que comprometem a qualidade de vida e podem levar à Síndrome da Fragilidade, conjunto de manifestações físicas e psicológicas que predispõem uma pessoa a desenvolver doenças.

Dificuldades de recuperação após uma doença, redução da libido, osteoporose acelerada, redução da força muscular, susceptibilidade a doenças, refluxo gástrico, constipação intestinal, redução da absorção de alimentos e medicamentos, redução do fluxo sanguíneo no fígado, infecções respiratórias, como pneumonia, diabetes, doenças cardíacas, como infarto, são marcadores da fragilidade física da pessoa, em geral, associados à incontinência urinária, desnutrição, quedas, imobilidade, uso de vários medicamentos ao mesmo tempo e depressão.

“É preciso se preocupar com a qualidade de vida do paciente, não aceitar as mudanças físicas como inevitáveis e normais e, principalmente, cuidar da saúde antes que as doenças se instalem”.

Um dos passos importantes é a avaliação nutricional e a prescrição de uma dieta, que considere a realidade e as características do paciente. Cardápio individualizado, dividido em várias refeições, rico em fibras, adequado às condições de mastigação, com suplementos e com líquidos são medidas que contribuem para a boa saúde.

Outro aspecto importante é a avaliação do médico, que deve considerar a idade do paciente, comprometimento da audição e visão, doenças pré-existentes, depressão, hospitalização nos últimos meses, capacidade de compreensão, problemas na tireóide, condições para desenvolver atividades diárias, como vestir, comer, higienizar, andar, cuidar da saúde e outras.

Hoje, a medicina está capacitada para corrigir de forma eficaz o mais simples dos problemas, mesmo que aparentemente sem importância, mas que pode comprometer a qualidade de vida do idoso e acelerar o surgimento de doenças.

Em seu acompanhamento e tratamento, o médico tem papel fundamental. Cabe ao profissional dar atenção e apoio ao paciente, buscando manter uma boa capacidade funcional, bem como condições emocionais e sociais estáveis. “As pessoas da terceira idade têm muito a oferecer aos jovens, devem se sentir bem e merecem uma vida saudável e com prazer”.

Saude News Journal,
julho2004




Seu artigo será bem recebido em riototal@riototal.com.br

Direção
IRENE SERRA
irene@riototal.com.br