Ano 16 - Semana 846
 



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      28 de junho, 2013
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Cinco Dicas para uma Longevidade Saudável

 

Amilton Macedo


A gente costuma colocar a culpa no tempo, mas a verdade é que os maiores culpados pelo envelhecimento (principalmente o precoce) são os maus hábitos. Aqueles que nós mesmos cometemos no dia-a-dia e, em meio à atribulada rotina, nem nos damos conta. Estresse, poucas horas de sono, falta de hidratação, sedentarismo e alimentação desequilibrada são apenas alguns dos hábitos de vida prejudiciais à saúde e, consequentemente, à possibilidade de viver mais e melhor.

Alguns especialistas afirmam que a longevidade se deve em cerca de 75% aos hábitos e apenas em 25% aos genes. Estudos conduzidos pelo instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que atitudes como fumar, consumir baixa quantidade de frutas, legumes e verduras, ingerir álcool e não ter atividade física regular influenciam diretamente no adoecimento da população. Porém, nunca é tarde para começar a mudar esse quadro. O importante é ter disciplina e disposição para modificar o comportamento daqui para frente.

Embora o envelhecimento seja um processo biológico, ele pode ser controlado. Um estilo de vida saudável é uma das chaves da longevidade e está mais do que provado que a adoção desses hábitos, seja em qual for o período da vida, diminui os efeitos negativos da vida moderna. Para conquistar a longevidade, no entanto, é preciso alterar a ideia que se tem de saúde marcada pela procura de assistência quando as doenças já estão instaladas. O processo exige alternativas criativas, que sejam capazes de causar mudanças no comportamento e no cotidiano das pessoas.

Os maus hábitos podem até ser difíceis de largar, mas que tal tentar se preparar para um envelhecimento ativo e bem sucedido?

Beba água gelada!
Que é importante beber, pelo menos, dois litros (seis copos a oito copos) de água por dia, todo mundo sabe. Mas você sabia que o melhor é dar preferência ao consumo de água de água gelada? Pois é. Ela aumenta o metabolismo, pois o organismo precisa gastar energia para igualar a temperatura da água com a do corpo. A água gelada acelera o metabolismo em até 30%. Por isso, beber oito copos de água gelada por dia, por exemplo, promove a queima de cerca de 200 calorias.

Inspire e expire lentamente
Provavelmente você pouco presta atenção à respiração, mas saiba que respirar de maneira errada pode causar sérios problemas à saúde em geral. O ciclo incorreto da inspiração-expiração do ar altera todo o metabolismo da pessoa, fazendo com que os órgãos fiquem em déficit, o que pode causar aumento da pressão arterial, dor torácica, sobrepeso e obesidade. Nascemos respirando corretamente, mas, ao longo do tempo, vamos desaprendendo e nossa respiração vai ficando cada vez mais curta e rápida. O cérebro entende essa mensagem como sinal de perigo, o que nos deixa tensos, sempre em estado de alerta.

Sono dos justos
Estudos sugerem que a falta de sono crônica pode ter um impacto negativo nas funções metabólicas e endócrinas. Quando se dorme menos de cinco horas, há um desequilíbrio no metabolismo. O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida, ou seja, sem o merecido descanso o organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas.

Carne vermelha com moderação
Pesquisa sobre hábitos alimentares em dez países europeus concluiu que o consumo diário de carne vermelha aumenta o risco de câncer de intestino em até 35%. Mas não a evite. Proteínas são essenciais, principalmente para quem faz atividade física regularmente, não só porque dão resistência, mas também porque ajudam a tornear os músculos. Controlando a quantidade e escolhendo o tipo mais saudável, além de não prejudicar a saúde, a carne vermelha ainda oferece nutrientes essenciais ao organismo.

Mova-se!
Na correria do dia a dia, muitas pessoas se queixam da falta de tempo para praticar exercícios físicos. Mas especialistas garantem que essa “desculpa” não é mais justificativa para descuidar da saúde. Pequenas mudanças de hábito, como abrir mão do controle remoto da televisão, preferir as escadas aos elevadores, organizar horários e até mesmo atividades do cotidiano, como lavar o carro ou passear com o cachorro, podem contribuir na hora de sair do sedentarismo, incentivam à prática de exercícios e ajudam na busca por uma melhor qualidade de vida. “O sedentarismo, por si só, aumenta o risco de doença coronariana em, pelo menos, uma vez e meia. Já os exercícios diários moderados ajudam a aumentar o tempo de vida em até seis anos.


 

Amilton Macedo (CRM/SP - 80686) é médico dermatologista
com prática em oxidologia



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Direção
IRENE SERRA
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