Festas Juninas

Comemoradas em todo o país, as festas juninas representam uma das nossas mais ricas tradições e manifestações culturais.  Entretanto, com as mudanças do Brasil - que em pouco mais de meio século passou de eminentemente rural à condição de urbano -, começam a desaparecer na memória das novas gerações de brasileiros as origens desses festejos. Crianças, jovens e adultos continuam dançando a quadrilha, apreciando as comidas típicas e o folguedos, porém já não conhecem a história das festas e de seus santos, o significado de seus rituais, as letras das músicas mais tradicionais.

São comemorados:
Santo Antônio - dia 13 de junho
São João - dia 24 de junho
São Pedro - dia 29 de junho

Trajes típicos, bandeirinhas coloridas, fogueiras, quitutes, jogos e brincadeiras, casamento da roça e a animada quadrilha dão o tom das festas em pátios de igrejas, escolas, praças, clubes, condomínios, e a animação toma conta de todos em clima de muita alegria.

Esse período do ano contagia a população com sua simplicidade e harmonia. Vamos aproveitar!


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Origem das Festas Juninas


Rituais de fertilidade

solstício Remontam a um tempo muito antigo, anterior ao surgimento da era cristã. De acordo com o livro "O ramo de ouro", de sir James George Frazer, o mês de junho, tempo do solstício de verão (no dia 21 ou 22 de junho o Sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais alto no céu; esse é o dia mais longo e a noite mais curta do ano) no Hemisfério Norte. Era a época do ano em que diversos povos - celtas, bretões, bascos, sardenhos, egípcios, persas, sírios, sumérios - faziam rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas.

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As lendas de Tamuz e Adônis

Adonis Adônis era considerado o espírito dos cereais. Entre os rituais mais expressivos que o homenageavam estão os jardins de Adônis: na primavera, durante oito dias, as mulheres plantavam em vasos ou cestos sementes de trigo, cevada, alface, funcho e vários tipos de flores. Com o calor do sol, as plantas cresciam rapidamente e, como não tinham raízes, murchavam ao final dos oito dias, quando então os pequenos jardins eram levados, juntamente com as imagens de Adônis morto, para serem lançados ao mar ou em outras águas.

Na era cristã, mesmo que fossem considerados pagãos, não era mais possível acabar com eles. Segundo Frazer, é por esse motivo que a Igreja Católica, em vez de condená-los, os adapta às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício.


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O dia de São João na Sardenha

São João

No início do século XX, na Sardenha, os jardins de Adônis ainda eram plantados na festa do solstício de verão, que lá tem o nome de festa de São João: "No final de março ou 1º de abril, um jovem da aldeia se apresenta a uma moça, pede-lhe para ser a sua comare (comadre ou namorada) e oferece-se para ser o seu compare. O convite é considerado como honra pela família da moça e aceito com satisfação. No fim de maio, a moça faz um vaso com a casca de um sobreiro, enche-o de terra e nele semeia um punhado de trigo e cevada. Como o vaso é colocado ao sol e regado com frequência, os grãos brotam com rapidez e, na véspera do solstício (véspera de São João, 23 de junho), já está bem desenvolvido. [...]

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Santos Reverenciados

 

Santo Antônio


O santo casamenteiro

Festejado no dia 13 de junho, Santo Antônio é um dos santos de maior devoção popular tanto no Brasil como em Portugal.
No dia 13, é comum ir à igreja para receber o "pãozinho de Santo Antônio", que é dado gratuitamente pelos frades. Em troca, os fiéis costumam deixar ofertas. O pão, que é bento, deve ser deixado junto aos demais mantimentos para que estes não faltem jamais.

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São João

Purificação pelo batismo

São João ocupa papel de destaque nas festas, pois, dentre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome (mês de São João) e é em sua homenagem que se chamam "joaninas" as festas realizadas no decurso dos seus trinta dias.
São João, segundo a tradição, adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo não resistiria: desceria à Terra e ela correria o risco de incendiar-se.

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A Primeira Festa Junina de Davi Luiz

É a primeira vez que venho numa festa de São João.  Como é bom tantas brincadeiras! E faz um friozinho... Sabe o que tem aqui? Uma fogueira grandona! Nunca vi isso antes! Mas é tão bonita com aqueles pinguinhos de fogo voando, o barulhinho da madeira queimando... Ficar perto dela é muito bom, fica quentinho! Sabe que tem gente que vem correndo e pula a fogueira?

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bandeirinhas de São João

Receitas doces

Arroz doce
Balãozinho de ameixa
Bocadinhos de batata doce
Bolinhos de chuva
Bolo de batata-doce
Bolo de fubá
Bolo de milho
Bolo de pinhão
Bombocado de mandioca
Brejeirice
Broa de fubá com queijo e coco
Canjica
Cocada de corte
Cuca de banana
Curau
Curau II
Doce de abóbora cristalizada

Docinhos de abóbora
Docinhos de batata-doce
Docinhos de São Pedro
Paçoca
Pé-de-moleque
Pé-de-moleque ao leite condensado
Pé-de-moleque com coco
Pé-de-moleque com mandioca
Pé-de-moleque com rapadura
Pipoca
Quadradinho de amendoim
Quero-quero
Siricaia
Tapioca
Tapioca com banana e queijo coalho
Tapioca com coco e leite condensado
Tapioca Romeu e Julieta

   

Receitas salgadas

bebidas

Caldo verde
Cuscuz com arroz
Bolinhos caipira
Carne na cerveja
Pipoca
Baião de Dois
Polenta de angu mole
Sopa-creme de batata baroa
Polenta temperada frita

Batida de amendoim
Batida de coco
Capeta
Gemada de conhaque
Gemada Sto. Antonio
Moça caipira
Quentão
Quentão caramelado
Vinho quente





Edição
Irene Serra