Meus poemas

 












SONHO


Eu fecho os olhos pra ver a vida
E o que é a vida senão sonho?
E ao abri-los o que é que vejo?
Um mundo mau, perverso, medonho.

Se ao fechar os olhos vejo a vida,
E ao abri-los a morte se apresenta,
Se eu não quero a morte eu quero ser,
Hei de fechar os olhos pra viver.

Fechar os olhos pra poder sonhar,
Sonhando sonhos de te encontrar,
Te encontrando, viver para te amar,
Te amando, dormir para poder sonhar.

Sonhar que és meu e que não vais embora,
Sonhar que vieste agora pra ficar,
Sonhar que sou tua a qualquer hora,
Sonhar que somos nós até eu acordar...










LUA CHEIA


Nessas noites de lua cheia
Tenho vontade de sair por ai
Sozinha... sem destino...
Só caminhando... caminhando...
Sem lugar nenhum para chegar...
Sem ter ninguém para encontrar...
Sem vontade nenhuma de parar...
Sem nem pensar na bosta que vai dar.

Depois eu penso e freio essa vontade.
E continuo minha vida no vazio
E mesmo no verão sentindo frio.
Frio de alma que vive sem amor
Corpo sem vida, inerte, sem calor.
Prisioneiro de uma mente covarde
Que nega sempre o fogo em que arde.
Que mente que nada sente,
Que diz que é feliz e chora,
E chorando olha a rua
Onde brilha aquela lua!...

 








RETRATO


Estou aqui sozinha no meu quarto
E até hoje eu guardo o seu retrato,
Foi tudo o que restou daquele grande amor,
Seu retrato em meu quarto e a minha dor.
Atravesso meu corpo na cama tão vazia
E ela é enorme e sempre está tão fria
Eu era tão feliz com você ao meu lado
Que pena! Agora, meu amor, está tudo acabado.
Passou o amor, ficou a amizade
Que estranho sentimento agora me invade
Quando estou falando com você
Esqueço as lembranças
Não sinto nem saudade!...

...................................................

Agora é só deixar o tempo passar,
A vida se esvair, o tempo se esgotar.
Agora é só aprender a viver
E quando tiver aprendido, morrer...










FINAL


Que estranho esse silêncio!...
Daqui de onde estou
Parece que o mundo parou!...
O mundo: mudo.
A noite: morta.
O céu escuro, negro,
Nem uma estrela!...
Onde a lua que clareava a rua?
Onde o casal de namorados
Que eu gostava de ver
A felicidade estampada
Nos rostos do amor?
Acabou. Nada restou.
É. O mundo parou.
O mendigo que dormia
À luz da lua, na rua,
Nem ele sobrou.
Tudo passou.
Só o silêncio profundo...
Foi tudo o que restou do mundo!...
E eu aqui?
Será que eu também........???????

 

 

 

 

 

Esta página é parte integrante da Revista Rio Total