Ano 15 - Semana 781

 

Lírio-amarelo
Cultivo: Fácil
Luminosidade: Pleno sol
Umidade: Baixa
Altura: 90 cm
Largura: 45 cm
Disponibilidade: Fácil






CUIDANDO DAS PLANTAS
ARQUIVO


 

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         06 de abril, 2012
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Lírio Amarelo

O lírio-amarelo forma uma touceira resistente e perene, cujas folhas em forma de fita arqueiam-se, o que resulta numa bela moldura para as flores com desenho de trombeta. Embora apresente o mesmo formato de flor de vários exemplares da mesma família, esse gênero exibe sua vistosa floração apenas por um dia. No entanto, o florescimento dura muito tempo, pois, quando uma flor morre, já existem vários outros botões para sucedê-la, de forma que a planta fica florida por um longo período.
Existem cerca de vinte espécies, vindas da região que vai da Europa central até o leste da Ásia, todas perenes, com vigorosa folhagem verde, contrastando com a florada colorida que desabrocha desde dezembro até fevereiro ou março.
 

Hemerocallis Fulva

Uma das espécies mais atraentes, a Hemerocallis fulva, forma uma planta bonita, com altura de 60 a 90 cm, que cria uma touceira de folhas finas e verdes. Suas flores são grandes e assumem colorido laranja-acobreado ou amarelo-escuro. Existe também um grande número de variedades muito vistosas, produtoras de flores singelas ou dobradas, que se colorem de diversos tons de vermelho. Essa planta tornou-se bastante popular para o cultivo em jardins ou jardineiras e em vasos grandes de pátios ensolarados. A partir de vários cruzamentos foram conseguido belíssimos híbridos, os quais oferecem uma enorme gama de opções no momento da compra. Quanto à coloração, esses híbridos tingem-se de nuanças que vão do amarelo claro ao vermelho-vivo ou escuro.

Robustos, fáceis de cultivar e muito vistosos, as espécies, as variedades e os híbridos merecem a popularidade que têm, pois fornecem destaque quando agrupados no meio de gramados, como bordadura de canteiros ou em vasos e jardineiras.


Primavera e verão


Plante no fim de setembro ou em outubro, utilizando um composto rico, acrescido de um pouco mais de turfa para reter mais água. Em vasos ou jardineiras, a camada de drenagem não se revela importante, pois as raízes apreciam um solo mais úmido, mas que nunca fique encharcado. Em vasos individuais, as plantas não ficam tão bonitas como as agrupadas em recipientes maiores. Coloque três ou quatro exemplares juntos, espaçando-os em 30 cm, para obter um arranjo atraente.
A Hemerocallis fulva forma coloridos
arranjos em jardins ou pátios.

O reenvasamento só se faz necessário quando as raízes tomam conta do vaso. As plantas isoladas devem receber vasos maiores, anualmente, até que, no terceiro ano, estejam em um com cerca de 45 cm de boca. Depois é melhor dividir o exemplar por vários vasos, entre abril e outubro.

Durante todo o período de crescimento das plantas, a maior exigência refere-se às regas, a fim de manter o solo sempre úmido. O lírio-amarelo adapta-se em posições ensolaradas ou locais de boa luminosidade indireta. Se estiver ao ar livre, exposto ao sol, veja a umidade do composto, para que nunca ressaque. A florada surge de dezembro a fevereiro; depois de terminada, corte as hastes florais rente à superfície do solo.

Outono e inverno

Em regiões de geada cubra a planta com folhas de jornal ou sacos de estopa, durante a noite. Deixe-as em posição bem iluminada e resguardadas de correntezas de ar. Regue com moderação, pois as raízes não podem ficar num composto ressecado.

Nas localidades onde o inverno revela temperaturas amenas ou mesmo altas (acima de 20°C), regue com mais regularidade, uma vez que a evaporação é intensa.

Propagação

Faça mudas dividindo o torrão das raízes. Retire a planta do vaso, no começo da primavera. Separe as raízes, com as mãos, em várias secções que contenham um bom número de folhas. Plante em vasos individuais ou em grupos, utilizando o mesmo composto indicado. Molhe bem e trate-as como plantas adultas.

Se puder, na hora da compra observe as ralões da planta, verificando se estão saudáveis e sem danos. Folhas novas e botões florais tenros significam um bom enraizamento.


H. Kwanso rosa


Os exemplares, fáceis de cultivar, quase não apresentam problemas, desde que você os regue sempre. Solo muito seco afeta as raízes, com consequente desidratação da planta, que pode até morrer. Molhe o composto o ano todo.

A Hemerocallis fulva tornou-se uma das espécies mais conhecidas. Pode ser encontrada na Europa, na Sibéria e até no Japão. Atinge de 60 a 90 em de altura, apresentando touceiras de folhas verde-claras, em forma de fita e arqueadas, que nascem de raízes espessas e carnosas. As flores têm aspecto de trombeta e medem cerca de 10 cm de diâmetro. Colorem-se de laranja-acobreado e amarelo-escuro, desabrochando na ponta de hastes, entre dezembro e fevereiro. Cada flor dura apenas um dia, mas a florada se sucede por todo o período. Existe também uma variedade de flores dobradas, a H. fulva kwanso, cujas pétalas revelam nuanças avermelhadas e amarronzadas, e a H. fulva rosa, que produz flores matizadas de vermelho-rosado.


H. Kwanso


A H. fulva tornou-se pai de vários híbridos, de belíssima coloração, entre os quais sobressaem: o 'Stafford', com pétalas bem vermelhas e "garganta" amarelada; o 'Hyperion', amarelo-claro; o 'Pink Damask', cor-de-rosa, com "garganta" amarela; o 'Golden Orchid', amarelo-alaranjado; e o 'Buzz Bomb', vermelho, com pétalas aveludadas.
 

H. Stafford H. Pink Damask


H. aurantiaca, originária da Ásia. Produz folhas longas, verdes e brilhantes, que desenham um arco gracioso. Suas flores assumem uma coloração semelhante à do pêssego, às vezes com nuanças purpúreas, desabrochando em dezembro e janeiro. Formam densas floradas no topo de hastes de até 90 em. A H. aurantiaca major é mais vigorosa, com flores maiores, mais alaranjadas, sem os tons purpúreos.


H. Aurantiaca


H. thunbergii, do Japão, forma uma planta robusta, compacta, com folhas bem estreitas, de até 75 cm de comprimento. As vistosas flores, perfumadas, nascem em janeiro e fevereiro, na extremidade de hastes florais muito ramificadas, que medem aproximadamente 90 cm.


H. Thumbergii




 


Direção e Editoria
Irene Serra