Ano 16 - Semana 809


 

Açucena
Família: Amaryllidaceae
Cultivo: Fácil
Altura: 60 cm
Largura: 45cm
Luminosidade: Pleno sol
Umidade:Baixa
Disponibilidade: Fácil






CUIDANDO DAS PLANTAS
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       17 de outubro, 2012
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Açucena

açucena

Belas plantas bulbosas, as açucenas florescem na primavera. Originárias das Antilhas e da América do Sul, muitas vezes são confundidas com as amarílis, que fazem parte da mesma família. A cada ano, os exemplares produzem hastes florais antes das folhas e, depois que a florada fenece, a folhagem murcha e a planta fica dormente.

Especialistas em hibridação conseguiram um vasto número de açucenas híbridas, quase todas derivadas da espécie Hippeastrum vittatum. A maioria apresenta flores enormes e vistosas, com formato de trombeta, que se colorem de branco, rosa, escarlate e vermelho-escuro, às vezes listradas de branco. Cada flor pode ter 15 cm de comprimento e ate 20 cm de diâmetro. De duas a quatro flores são sustentadas por uma haste oca, com 60 cm de altura. Um bulbo produz uma ou duas dessas hastes. A florada dura cerca de um mês e depois murcha, junto com a haste. As folhas, arqueadas e em forma de fita, continuam a crescer, auxiliando a armazenar nutrientes no bulbo.

Primavera e verão

Uma vez que as açucenas não apreciam muitas mudanças, reenvase-as somente quando suas raizes já tomaram conta do vaso, a cada três ou quatro anos. Coloque uma boa camada de drenagem no fundo do vaso. Deixe um espaço de 5 cm entre o recipiente e o bulbo, permitindo que o pescoço da peca fique acima da superfície do solo. Regue um pouco e espere as brotações para molhar outra vez.

Ponha o vaso em local sombreado e quente por alguns dias. Quando a haste floral despontar, transfira o conjunto para uma posição com quatro horas de sol por dia. Aumente as regas e permita que o solo quase seque entre elas. Faca o mesmo com os bulbos que não foram reenvasados, trocando-lhes a camada superficial do composto.

A temperatura ideal na fase de crescimento situa-se em torno dos 18°C; o calor muito forte diminui a duração da florada. Quando as flores surgirem e depois que fenecerem, adube a cada quinzena, com fertilizante líquido. Remova cada flor assim que tenha passado seu apogeu — só corte a haste floral após todas as fibras terem morrido.


Outono e inverno

Os bulbos precisam de um período de descanso, a fim de florescerem novamente. Diminua gradativamente as regas e a adubação até parar. Quando as folhas morrerem,
remova as folhas secas e mantenha o bulbo na terra, protegendo-o contra geadas.

Propagação

No momento do replantio, separe os bulbilhos que se formaram à volta do bulbo original, junto com suas raízes. Trate-os como plantas adultas, porém replante-os todos os anos até que estejam bem desenvolvidos. Florescem após três anos.

bulbo e bulbilhos (bulbos secundários)


As açucenas podem se reproduzir por sementes, mas suas flores só aparecerão depois de uns quatro anos. Semeie na primavera, em partes iguais de mistura de terra e areia grossa, apenas cobrindo as sementes com o composto. Regue, cubra com plástico transparente e coloque a sementeira em local semissombreado, com temperatura de 21°C. Assim que as mudas puderem ser manuseadas, plante-as em vasos individuais de 10 cm. Regue com moderação, o tempo todo, até que floresçam, replantando-as a cada primavera.

Problemas e Soluções

Fácil de cultivar, a açucena quase não tem problemas. Se aparecer a cochonilha lanuginosa, combata-a com uma mistura de partes iguais de água e álcool.

A ausência de flores em geral deve-se a um tratamento inadequado depois do último florescimento. Regue e adube a planta regularmente após a florada e forneça luz para a folhagem.

Espécies

Hippeastrum vittatum, frequentemente confundida com a Amarílis, que pertence a um gênero bem diferente da mesma família. A H. vittatum apresenta folhas de 60 cm, em forma de fita, e flores grandes, sustentadas por hastes de 30 a 60 cm. Cada flor, com desenho de trombeta, mede 15 cm de diâmetro e tem pétalas brancas, raiadas de púrpura. A espécie deu origem a muitos híbridos: a 'Red Lion' produz flores enormes, vermelhas; a 'White Lady' tem flor branca, matizada de verde por dentro; na 'Picotee', as pétalas brancas revelam pontas rosadas; a 'Minerva', branca, possui nervuras vermelhas. Existem, ainda, as que se tingem de laranja e rosa.

H. vittatum - white ladyH. vittatum - minerva

H. puniceum, também denominada H. equestre, vem das Antilhas. As hastes florais medem 60 cm e sustentam de duas a três flores, em forma de trombeta, coloridas de vermelho-rosado.

H. puniceum


H. rutilum, do sul do Brasil. Revela-se um pouco menor que as anteriores, chegando a 30 cm de altura, com flores vermelhas, levemente matizadas de verde.

H.rutilum

Curiosidade

O nome do gênero "Hippeastrum" é derivado do grego e significa "Estrela do cavaleiro". Não se sabe com certeza sobre a origem deste nome curioso. A primeira identificação da planta foi feita por Lineu, que a classificou e chamou Hippeastrum Amaryllis Equestris, mas ninguém sabe por que ele associou o nome "equestris" para a planta.
No Magazine Botânico, Curtis, em 1795, dá uma explicação: parece que o início da floração, se observada de perto, assemelha-se às orelhas de um cavalo, daí o nome da planta.
Em 1800, no entanto, William Dean Herbert, um botânico estudioso da família Amaryllidaceae, percebeu que a planta classificada por Lineu como Amaryllis na realidade não tinha nada a ver com aquele tipo de planta, sendo um novo gênero. Chamou-o, então, de Hippeastrum, "estrela do cavaleiro", mas manteve o nome dado por Lineu (Amaryllis equestris).


 


Direção e Editoria
Irene Serra